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Macaé

Ressaca volta a colocar o bairro Fronteira, em Macaé, em estágio de atenção

Bairro sofre com avanço do mar e já teve mais de 210 imóveis retirados de áreas de risco

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A forte ressaca que atinge o litoral do interior fluminense voltou a acender o alerta no bairro Fronteira, em Macaé, nesta quinta-feira, 13. Com ondas de até 2,5 metros, a Defesa Civil mantém equipes acompanhando a comunidade, uma das áreas mais vulneráveis aos efeitos da erosão costeira no município.

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Ao Portal NF10, a Prefeitura de Macaé informou que o monitoramento é contínuo na região, classificada pelo município como uma área de risco histórico. Diante das condições do mar nesta quinta, as equipes acompanham a situação para prestar suporte aos moradores.

O cenário atual ocorre menos de três meses depois de uma ressaca provocar uma situação crítica na mesma região. Em maio, o avanço do mar acelerou a erosão na Fronteira e na Matinha e levou a Prefeitura a mobilizar uma força-tarefa para retirada de famílias que estavam em áreas consideradas de risco iminente.

Na ocasião, o município adotou medidas como acolhimento temporário, aluguel emergencial e compra assistida de imóveis. Também anunciou estudos para construção de unidades habitacionais destinadas ao reassentamento definitivo das famílias atingidas.

Casas demolidas após avanço do mar

Um mês depois, em junho, imóveis interditados começaram a ser demolidos dentro do processo chamado pela Prefeitura de “retração planejada”. Segundo o município, as demolições seguem estudos realizados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e abrangem residências previamente avaliadas e interditadas pela Defesa Civil. As famílias das casas demolidas, de acordo com a Prefeitura, já haviam sido incluídas no aluguel emergencial ou na modalidade de compra assistida. A retirada das construções ocorre independentemente de o mar estar alcançando os imóveis naquele momento, justamente pela permanência do risco na faixa costeira.

Nesta quinta-feira, a Prefeitura informou que mais de 210 imóveis já foram removidos de áreas de risco na região. O acompanhamento da nova ressaca é feito pela Defesa Civil em conjunto com as secretarias de Habitação e Desenvolvimento Social e outros órgãos municipais.

A Fronteira permanece, portanto, como um dos pontos de maior atenção durante episódios de mar agitado em Macaé. A preocupação não se restringe à força das ondas durante uma ressaca: o histórico de erosão e a proximidade das construções com a faixa atingida pelo mar mantêm moradores e poder público em alerta sempre que as condições marítimas se agravam.

ATUALIZADO ÀS 10h35  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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