Uma inspeção realizada no bairro Cidade Praiana, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, identificou 150 imóveis onde a água da chuva é direcionada de forma irregular para a rede de esgoto. Segundo a concessionária Rio+Saneamento, a prática aumenta o volume transportado pelas tubulações e pode provocar sobrecarga do sistema, principalmente em períodos de chuva intensa.
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Equipes da concessionária percorreram trechos das ruas Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul para verificar as ligações dos imóveis à rede coletora. Durante a ação, os moradores também receberam orientações para que a água da chuva seja destinada exclusivamente ao sistema de drenagem pluvial.
Antes da fiscalização, a concessionária informou os moradores sobre a iniciativa por meio de panfletos e mensagens enviadas por WhatsApp.
Para identificar possíveis irregularidades, as equipes utilizaram uma máquina que libera fumaça atóxica nas tubulações. O procedimento permite localizar pontos onde a água da chuva entra indevidamente na rede de esgoto, como calhas e ralos externos.
Quando há necessidade de vistoria dentro do imóvel, profissionais uniformizados e identificados entram em contato com o morador para orientar sobre os procedimentos necessários para regularização.
A fiscalização também foi acompanhada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Rio das Ostras, responsável pelas galerias de águas pluviais no município.
Descarte irregular também afeta rede de esgoto
Além das ligações inadequadas, a Rio+Saneamento aponta que o descarte de resíduos na rede é outro fator que compromete o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário.
Até a primeira quinzena de setembro deste ano, cerca de 1.800 serviços de desobstrução foram realizados na rede de esgoto. Entre os materiais encontrados nas tubulações estão óleo e gordura, restos de alimentos, fios de cabelo, tecidos, sacolas plásticas, absorventes, fraldas, preservativos e fio dental.
Desde maio, a concessionária afirma ter intensificado ações educativas para orientar moradores sobre o funcionamento do sistema, a padronização das ligações, os procedimentos para solicitar a interligação à rede e os cuidados necessários para evitar entupimentos e extravasamentos.
Segundo o superintendente da Rio+ em Rio das Ostras, Christian Portugal, as redes de drenagem e de esgoto possuem funções diferentes e não devem ser interligadas.
O sistema de drenagem pluvial é destinado à condução das águas da chuva, enquanto a rede de esgoto é dimensionada exclusivamente para conduzir efluentes domésticos até as Estações de Tratamento. Quando as águas da chuva são direcionadas de forma irregular para a rede de esgoto, o volume transportado ultrapassa a capacidade para a qual o sistema foi projetado, explicou.
Ainda segundo o superintendente, o excesso de vazão pode causar sobrecargas, rompimentos de tubulações e extravasamentos de esgoto, além de gerar impactos ao meio ambiente e à saúde pública.

