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Setor Público

SUS começa a distribuir novo remédio para prevenção da bronquiolite

Nirsevimabe, imunobiológico com proteção imediata, é oferecido a prematuros e crianças com comorbidades em todo país

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer, neste mês de fevereiro de 2026, um novo imunobiológico chamado nirsevimabe para proteger bebês prematuros e crianças com comorbidades contra a bronquiolite, uma das principais causas de internações pediátricas no Brasil. A distribuição já foi feita para todos os estados, com cerca de 300 mil doses disponíveis para aplicação imediata nas unidades de saúde.

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A estratégia de uso no SUS é direcionada a recém-nascidos prematuros com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias, bem como a crianças de até 23 meses de idade que apresentem comorbidades específicas. Entre as condições que autorizam a aplicação estão cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

Segundo o Ministério da Saúde, a adoção do nirsevimabe faz parte de um plano mais amplo de combate ao VSR e suas complicações, especialmente no período que antecede o pico sazonal de bronquiolite, que costuma ocorrer a partir de março. A medida se soma à vacinação de gestantes — iniciada em dezembro de 2025 — que oferece proteção ao bebê já no início da vida, reduzindo o risco de doença grave nos primeiros meses.

Medicamento
O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um medicamento que já contém os anticorpos necessários para combater imediatamente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — principal agente causador da bronquiolite e responsável por grande parte dos casos graves e hospitalizações em crianças menores de dois anos. Diferentemente das vacinas tradicionais, ele não depende de o organismo produzir sua própria resposta imunológica após a aplicação.

A bronquiolite é uma infecção respiratória comum em crianças pequenas, que pode evoluir para quadros graves, sobretudo em prematuros e crianças com doenças crônicas. Em 2025, o Brasil registrou uma elevada carga de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR, com milhares de hospitalizações em menores de dois anos de idade.

A incorporação do nirsevimabe ao SUS representa um avanço importante nas ações de prevenção em saúde infantil, ampliando o acesso a uma tecnologia terapêutica antes disponível apenas na rede privada ou por programas específicos. A expectativa é que a proteção imediata oferecida pelo anticorpo reduza significativamente a ocorrência de casos graves, internações e a pressão sobre os serviços de saúde durante a temporada de maior circulação do vírus.

ATUALIZADO ÀS 19h00  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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