Marataízes, no Sul do Espírito Santo, entrou em estado de alerta diante do avanço de um surto de catapora, também conhecida como varicela. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), o município contabilizava 55 casos confirmados até sábado, 15.
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O levantamento aponta ainda dois casos suspeitos, que seguem em investigação, e cinco registros descartados. Até o momento, não foram registrados casos graves da doença.
A circulação da catapora já foi identificada em 13 escolas e creches de Marataízes. Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que acompanha de perto a evolução dos casos e mantém em execução um plano de contingência específico para o enfrentamento do surto.
O documento foi publicado em 8 de agosto, quando surgiram os primeiros registros. Segundo a SEMUS, as medidas adotadas seguem os protocolos para varicela estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O município também recebeu visitas técnicas da Secretaria de Estado da Saúde (SESA). A Prefeitura afirma que as equipes da Saúde, Educação e de outros setores trabalham de forma integrada para acompanhar os casos e conter a transmissão.
De acordo com a SEMUS, Marataízes é, até o momento, o único município do Espírito Santo a adotar um plano de contingência específico para a varicela. As notas técnicas destinadas às unidades de ensino e a documentação relacionada ao surto foram elaboradas pelos servidores da Vigilância Epidemiológica municipal.
Catapora também acende alerta em Guarapari
O avanço da doença no Espírito Santo já havia sido acompanhado pelo POrtal NF10. No dia 7 de agosto, noticiamos que Guarapari registrava 16 casos de catapora e havia emitido um alerta diante do aumento das ocorrências. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou orientações para prevenção e acompanhamento de pessoas com sintomas da doença.
A catapora é uma doença altamente contagiosa, principalmente entre crianças. Os principais sintomas incluem febre, mal-estar e o surgimento de lesões na pele que provocam coceira. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas e por secreções respiratórias.
A doença geralmente evolui sem complicações, mas pode apresentar quadros mais graves em alguns grupos, como adultos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

