Um projeto desenvolvido em Campos dos Goytacazes está transformando a memória de uma comunidade quilombola em um acervo digital, reunindo histórias, práticas culturais e experiências que antes eram transmitidas apenas de forma oral.
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A iniciativa faz parte do Centro de Memória e Práticas Corporais (Cemeprac) e tem como objetivo preservar e valorizar saberes ligados à cultura afro-brasileira, como danças, brincadeiras e modos de vida. O trabalho é conduzido a partir da escuta dos moradores e da relação entre território, corpo e ancestralidade.
Durante o desenvolvimento do projeto, estudantes participaram ativamente da construção do acervo, realizando entrevistas com moradores antigos, registros audiovisuais e produção de materiais educativos. O resultado inclui cadernos de formação, mapas de identidade e conteúdos que ajudam a organizar e dar visibilidade à história da comunidade.
Um dos momentos marcantes da iniciativa foi a realização do Festival Raízes Corporais do Quilombo, que reuniu atividades culturais, oficinas e apresentações, além de ampliar o acesso público ao material produzido.
O projeto também ganhou reconhecimento em eventos científicos, sendo premiado na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (Fecti) na categoria de divulgação científica. A iniciativa ainda abriu oportunidades para os alunos envolvidos, incluindo bolsas de iniciação científica.
De acordo com os organizadores, a proposta é garantir que a memória da comunidade seja preservada e compartilhada de forma permanente, fortalecendo o sentimento de pertencimento e valorizando a cultura local dentro do ambiente escolar.

