A Igreja Matriz Nossa Senhora do Amparo, localizada no centro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, permanece interditada desde outubro de 2025 e segue sem previsão de reabertura. A interdição foi determinada pela Defesa Civil Municipal após a identificação de problemas estruturais que colocam em risco a segurança dos frequentadores do templo centenário.
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De acordo com a Defesa Civil Municipal, foram constatados comprometimentos no telhado e no forro, além de infiltrações, umidade e fragilidade na estrutura de madeira da igreja. As condições levaram ao fechamento imediato do espaço religioso, considerado um dos principais patrimônios históricos da cidade.
A responsabilidade pelo patrimônio é da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, que informou ter comunicado a situação à Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo. Em março deste ano, foi formalizado um pedido de apoio para viabilizar as obras de recuperação da cobertura e do forro da igreja.
Obras
Segundo a Secretaria de Estado da Cultura, o projeto apresentado prevê investimento de R$ 2.2 milhões. A documentação e a planilha orçamentária estão em análise técnica pela Gerência de Memória e Patrimônio Cultural, etapa necessária para a liberação dos recursos e início das intervenções.
Em nota, a pasta informou que, após a conclusão da análise, será possível avançar para a formalização do termo de fomento e o repasse dos valores.
Após a conclusão dessa etapa e a devida instrução processual, será possível avançar para a formalização do termo de fomento, informou o órgão estadual.
Enquanto o processo segue em avaliação, a igreja permanece fechada por tempo indeterminado, impactando celebrações religiosas e o fluxo turístico na região. A expectativa é que, com a liberação dos recursos, as obras possam ser iniciadas e o espaço reaberto ao público após a restauração completa.
Patrimônio
A Igreja Matriz Nossa Senhora do Amparo tem origem no período colonial brasileiro e integra a formação histórica de Itapemirim desde o século XIX. Erguida em 1855, em estilo arquitetônico tradicional da época, a construção acompanhou o desenvolvimento da cidade, marcada pela atividade portuária e pela influência religiosa na organização social.
Ao longo de mais de 160 anos, o templo passou por reformas e preservou elementos originais, como imagens sacras com mais de 300 anos e detalhes estruturais em madeira, consolidando-se como símbolo da fé católica e patrimônio cultural de relevância para o Espírito Santo.
Abaixo a nota publicada pela Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, nas redes sociais, no dia 22 de abril:


