A conta de luz ficará mais cara em maio após decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica, que anunciou o acionamento da bandeira tarifária amarela em todo o Brasil. A medida passa a valer já neste mês e impacta consumidores de todas as regiões, com cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. A mudança ocorre devido à redução no volume de chuvas e à piora nas condições de geração de energia.
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De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, o cenário hidrológico menos favorável exige maior uso de usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado. Esse fator pressiona o sistema elétrico nacional e leva à necessidade de repasse parcial desse custo ao consumidor final por meio das bandeiras tarifárias.
O sistema de bandeiras foi criado justamente para sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia no paÃs. Quando as condições são favoráveis, como em perÃodos de chuvas intensas, a bandeira permanece verde e não há cobrança adicional. Já em momentos de escassez hÃdrica, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha, indicando aumento no custo da energia.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, a previsão climática para os próximos meses aponta chuvas abaixo da média em importantes reservatórios do paÃs, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que concentram grande parte da capacidade de geração hidrelétrica brasileira. Esse cenário reduz o nÃvel dos reservatórios e compromete a produção de energia mais barata.
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam que o nÃvel dos reservatórios vem apresentando queda gradual desde o inÃcio do outono, o que acende um alerta para o equilÃbrio entre oferta e demanda de energia. O uso mais intenso de termelétricas, além de mais caro, também eleva as emissões de gases poluentes.
Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, explicou a agência reguladora.
A recomendação das autoridades é que os consumidores adotem medidas de economia para reduzir o impacto no orçamento doméstico. Entre as orientações estão evitar desperdÃcios, utilizar eletrodomésticos de forma consciente e priorizar equipamentos com maior eficiência energética.
Caso o cenário de chuvas continue desfavorável, há possibilidade de acionamento de bandeiras tarifárias mais elevadas nos próximos meses, o que pode gerar novos aumentos na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica segue monitorando as condições do sistema e poderá anunciar novas medidas conforme a evolução do quadro energético nacional.
Os valores das bandeiras
As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta tem acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. Os valores cobrados são os seguintes:
- bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;
- bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido;
- bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com acréscimo na tarifa de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.


