O avanço das investigações contra organizações criminosas no Rio de Janeiro tem produzido um efeito direto no coração financeiro do crime: o dinheiro. Em 2025, mais de R$ 900 milhões em recursos ligados a facções e esquemas ilegais foram bloqueados no estado, segundo dados do Ministério Público estadual.
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Na prática, isso significa que, ao longo do ano passado, foram retirados do crime cerca de R$ 2,4 milhões por dia no estado, um volume que ajuda a dimensionar o impacto das operações sobre a estrutura econômica dessas organizações.
As investigações seguem focadas em organizações criminosas com atuação no tráfico, nas milícias e em redes de ocultação de recursos, mantendo o ritmo observado em 2025, mesmo sem a divulgação de números consolidados para este ano.
Esse movimento ocorre em meio a uma estratégia nacional liderada pela Polícia Federal do Brasil, que tem como foco enfraquecer financeiramente facções criminosas, milícias e estruturas de lavagem de dinheiro. No estado, onde essas organizações têm forte presença territorial e econômica, o impacto das ações se torna ainda mais relevante.
Além dos bloqueios judiciais, o dinheiro em espécie também segue aparecendo nas operações, evidenciando a circulação de recursos fora do sistema bancário formal.

Ações nos quatro meses de 2026
Entre janeiro e abril deste ano, a Polícia Federal do Brasil deflagrou operações como a Compliance Zero, voltada a investigações sobre estruturas financeiras suspeitas envolvendo instituições privadas, e a Carbono Oculto, que mirou esquemas complexos de lavagem de dinheiro com ramificações em diferentes estados.
Esse tipo de apreensão é considerado estratégico pelas autoridades, já que o uso de dinheiro físico é um dos principais indícios de atividades ilícitas, especialmente em esquemas ligados ao tráfico, corrupção e lavagem de dinheiro.
Balanço de 2025 no Brasil
A Polícia Federal do Brasil retirou R$ 9,5 bilhões do crime organizado no país em 2025, incluindo imóveis, veículos, contas bancárias e valores em espécie, o maior volume já registrado pela corporação.
Dividido ao longo do ano, esse montante representa uma média de mais de R$ 26 milhões por dia retirados de organizações criminosas no Brasil, evidenciando o avanço na capacidade de investigação e bloqueio de ativos.
Esse crescimento está diretamente ligado à mudança de estratégia das autoridades, que passaram a focar não apenas na repressão policial, mas na chamada “asfixia financeira” das organizações. Grandes operações recentes têm mirado estruturas complexas de lavagem de dinheiro.
Especialistas apontam que o aumento dos valores apreendidos não significa necessariamente mais criminalidade, mas sim maior eficiência das investigações, com uso intensivo de inteligência financeira, cooperação entre órgãos e decisões judiciais mais rápidas para bloqueio de bens.


