As exportações do agronegócio do Espírito Santo somaram R$ 4,6 bilhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo. O resultado representa crescimento nas vendas internacionais do setor e reforça a importância do agronegócio para a economia capixaba.
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Os produtos do setor foram enviados para 116 países, tendo Estados Unidos como principal destino, com 16,6% das exportações, seguido por China, com 9,5%, Turquia, com 7,7%, Vietnã, com 5,8%, e México, com 5,4%. O café liderou o ranking das exportações do agro capixaba, movimentando US$ 351,7 milhões e representando 43,5% da receita do setor, seguido pela celulose, com US$ 221,5 milhões e participação de 27,4%.
A pimenta-do-reino somou US$ 71,2 milhões, enquanto carnes bovinas alcançaram US$ 38,4 milhões em exportações. O gengibre registrou um dos maiores crescimentos do período, com aumento superior a 70% nas vendas internacionais, enquanto o mamão manteve destaque entre as frutas exportadas pelo estado.
Segundo o levantamento oficial, o complexo cafeeiro sozinho respondeu por mais de 388 mil toneladas embarcadas ao exterior nos quatro primeiros meses do ano. A celulose também apresentou forte desempenho, impulsionada pelo mercado internacional e pela demanda da indústria global.
Os números demonstram a força e a competitividade do agronegócio capixaba no mercado internacional, fruto do trabalho dos produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor, afirmou o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli.
Espírito Santo amplia presença internacional
Os dados apontam que o Espírito Santo manteve crescimento nas exportações mesmo diante de oscilações do mercado internacional e desafios logísticos. O levantamento também indica avanço na diversificação de mercados compradores e ampliação da presença dos produtos capixabas em diferentes continentes.
Além do café e da celulose, produtos como gengibre, mamão, pimenta-do-reino e carne bovina tiveram crescimento nas vendas externas ao longo do primeiro quadrimestre de 2026. O estado também ampliou exportações de frutas e produtos da aquicultura.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, o desempenho positivo reflete investimentos em tecnologia, qualificação da produção, logística e abertura de novos mercados internacionais para o agronegócio capixaba.
O governo estadual informou que a expectativa é manter crescimento nas exportações ao longo de 2026, impulsionado pela demanda internacional por produtos agrícolas brasileiros e pelo fortalecimento da produção rural no Espírito Santo.
Mesmo em um cenário de conflitos, o Oriente Médio ampliou as compras do agro capixaba, com crescimento de 12,3% em divisas no período. O café puxou esse avanço, enquanto a pimenta-do-reino teve recuo nesse mercado específico, embora siga crescendo na média geral das exportações do Estado. Cada mercado responde de forma diferente, por isso é importante de diversificar destinos e produtos para reduzir riscos e aproveitar oportunidades, completou o o secretário de Agricultura.
Infraestrutura Logística
O desempenho das exportações também é impulsionado pela estrutura portuária do Espírito Santo, considerada uma das mais estratégicas do país para o comércio exterior. Os portos capixabas movimentaram mais de 150 milhões de toneladas de cargas em 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, com destaque para o Porto de Tubarão, o Porto de Vitória e o Portocel, fundamentais para o escoamento de café, celulose, rochas ornamentais e produtos do agronegócio.
A expectativa do setor produtivo também está voltada para o avanço das obras do Porto Central, no Sul capixaba. O empreendimento privado prevê capacidade de movimentação de até 250 milhões de toneladas por ano quando estiver totalmente operacional e é tratado como uma das principais apostas para ampliar a logística de exportação do Espírito Santo, fortalecendo ainda mais o agronegócio e a indústria estadual nos próximos anos.

