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Acidente

“Isso é a Ilha de Santana”, diz áudio antes de acidente com rebocador em Macaé

Gravações atribuídas à tripulação levantam dúvidas sobre condução da embarcação

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O encalhe do rebocador Skandi Amazonas na noite desta sexta-feira, dia 15,  no litoral de Macaé, na Região dos Lagos, passou a ser cercado por relatos e áudios que começaram a circular entre trabalhadores marítimos e grupos de WhatsApp horas após o acidente.

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As gravações, atribuídas a pessoas ligadas à tripulação, descrevem momentos de tensão pouco antes da embarcação bater em pedras na região do Arquipélago de Santana, área conhecida por operadores, justamente pelas formações rochosas e pela necessidade de atenção redobrada durante a navegação, principalmente à noite.

Em um dos áudios, uma pessoa relata que chegou a alertar sobre a proximidade da ilha ao perceber a rota da embarcação.

Isso ali é a Ilha de Santana, cara, pelo amor de Deus. Vai jogando pra boreste”, diz o homem no áudio.

Boreste é o termo náutico que designa o lado direito de uma embarcação.

Na sequência, ele afirma que precisou correr até o comandante após perceber que a situação estava saindo do controle.

Se o senhor não subir lá, o oficial vai passar por cima da ilha. Vai morrer todo mundo.

Outro áudio aponta que uma oficial teria confundido a formação vista no radar com uma nuvem carregada, e não com uma formação rochosa.

Ela viu no radar e falaram que era uma pedra. Ela disse que era uma nuvem carregada, relata a gravação.

Em outra gravação, um homem afirma que radares realmente podem apresentar imagens semelhantes em determinadas condições climáticas, mas ressalta que a proximidade da ilha exige cautela de quem conduz embarcações na costa macaense.

Todo mundo sabe que na proximidade de Macaé tem a Ilha de Santana, comenta.

Imagem
Imagens de satélite mostram que a embarcação passando muito próximo ao Arquipélago de Santana

 

Após a batida, a embarcação acabou encalhando nas proximidades da Praia Campista, a cerca de 200 metros da faixa de areia. Todos os 17 tripulantes estavam a bordo não ficaram feridos e já realizaram o procedimento de desembarque.

O Skandi Amazonas pertence a empresa norueguesa DOF, que possui contrato com a Petrobras. Em nota, a estatal confirmou que houve uma “manobra intencional de encalhe” e atribuiu isso a uma medida de segurança. A Petrobras afirma ainda que segue acompanhando a situação e avalia como será a retirada da embarcação, que não apresenta risco ambientais.

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense informou que acompanha o caso e que fará parte da comissão que será criada junto à Petrobras para investigar as causas do acidente.

Já a DOF disse que imediatamente após o incidente, navios de apoio foram acionados para o local. Além disso, a empresa garantiu que a Skandi Amazonas está em situação estável.

“Isso é a Ilha de Santana”, diz áudio antes de acidente com rebocador em Macaé
Foto: Rede Sociais

 

Alysson Nogueira —  Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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