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Macaé

Macaé inicia nova etapa de recuperação da restinga na Praia do Pecado

Projeto já retirou espécies invasoras e agora avança com plantio de mudas nativas na orla do município

Foto: Maurício Porão / Divulgação
Foto: Maurício Porão / Divulgação

Macaé, na Região dos Lagos, iniciou nesta quinta-feira, dia 28, uma nova etapa do projeto de recuperação ambiental da restinga da Praia do Pecado. A ação faz parte do projeto “Restinga Boa é Restinga Nativa” e prevê o plantio de espécies típicas da vegetação costeira, além da instalação de cercamentos de proteção e orientação ambiental para frequentadores da praia.

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Nesta fase, cerca de 300 mudas foram plantadas em uma área de aproximadamente mil metros quadrados. Entre as espécies utilizadas estão bromélias, guriri, pitanga, canavalia, ipomea e cactos, vegetações adaptadas ao ecossistema de restinga.

A nova etapa acontece após a retirada de espécies exóticas invasoras da área, realizada nas últimas semanas. Segundo a prefeitura, plantas como yuccas vinham comprometendo o desenvolvimento da vegetação nativa e o equilíbrio ambiental da faixa costeira.

Ação ambiental gerou debate nas redes sociais

Macaé inicia nova etapa de recuperação da restinga na Praia do Pecado
Retirada de espécies invasoras na restinga da Praia do Pecado gerou debate nas redes sociais. Foto: Divulgação

Imagens da retirada de vegetação na Praia do Pecado repercutiram nas redes sociais nos últimos dias e geraram questionamentos de moradores sobre a intervenção realizada na orla. Vídeos mostrando tratores, cortes de vegetação e áreas abertas da restinga levantaram dúvidas sobre uma possível supressão ambiental.

Após a repercussão, a prefeitura informou que a ação faz parte de um projeto de recuperação ecológica voltado à remoção de espécies exóticas invasoras e ao replantio de vegetação nativa da restinga.

Segundo o município, espécies como yucca, leucena, agave e amendoeiras em pontos específicos estavam avançando sobre a vegetação típica do ecossistema costeiro e prejudicando o desenvolvimento da flora nativa.

De acordo com a equipe técnica do projeto, a recuperação busca preservar funções ambientais importantes da restinga, como a proteção contra erosão costeira, estabilização do solo arenoso e manutenção da biodiversidade da faixa litorânea.

O projeto prevê que a revegetação aconteça gradualmente, acompanhando a recuperação natural de cada trecho da área.

Além do plantio, equipes também devem continuar a limpeza e remoção de espécies consideradas predatórias ao ecossistema local.

Os primeiros resultados mais visíveis da regeneração ambiental devem começar a aparecer nos próximos meses, embora a recuperação completa da restinga aconteça de forma gradual.

ATUALIZADO ÀS 17h30  •   Da Redação — Produzido pela equipe de jornalismo em regime de plantão do portal NF10. Especializado em fatos urgentes, cotidiano, clima, trânsito e utilidade pública, com responsabilidade e agilidade em informar.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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