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Eleições

Adesivo de candidato no carro pode comprometer seguro; entenda

Uso do veículo em atividades de campanha pode alterar as condições da apólice

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Com a campanha eleitoral nas ruas, muita gente aproveita o carro para demonstrar apoio ao candidato de preferência. Mas, antes de colocar um adesivo maior ou usar o veículo em carreatas e outros atos políticos, vale conferir as condições do seguro. Dependendo da situação, a cobertura pode ser afetada e a apólice até ficar mais cara.

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O simples fato de colocar um adesivo pequeno no carro não significa perder o seguro. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), adesivos de pequenas proporções são tolerados e não comprometem a cobertura.

A atenção aumenta quando a propaganda ocupa uma área maior do veículo ou quando o carro deixa de ser usado apenas na rotina do proprietário e passa a participar de atividades eleitorais.

É o caso, por exemplo, de quem usa o automóvel em carreatas, no transporte de equipes ou materiais de campanha ou com frequência em compromissos ligados a uma candidatura. Para a seguradora, isso pode representar uma mudança no perfil de risco informado no momento da contratação.

Nessas situações, o caminho mais seguro é entrar em contato com a seguradora ou com o corretor antes de colocar o veículo a serviço da campanha.

Pode ser necessário fazer um endosso, que nada mais é do que uma alteração formal na apólice para registrar a nova utilização do carro. Dependendo da avaliação da seguradora, essa mudança também pode aumentar o preço do seguro.

Se o proprietário mudar a forma de utilização do automóvel e não informar a companhia, poderá ter problemas na hora de pedir uma indenização, especialmente se a mudança estiver relacionada ao sinistro.

E se o carro for vandalizado por causa do adesivo?

Esse é outro cuidado importante. Um veículo com propaganda política pode ficar mais exposto a atos de vandalismo durante o período eleitoral.

Por isso, não é recomendável partir do princípio de que qualquer dano provocado intencionalmente por terceiros será pago pela seguradora. A cobertura depende do que foi contratado e das condições previstas na apólice.

Na dúvida, o proprietário deve perguntar diretamente à seguradora se o contrato cobre esse tipo de ocorrência e quais procedimentos devem ser adotados caso o veículo seja danificado.

Nem todo adesivo é permitido

O motorista também precisa ficar atento às regras da propaganda eleitoral. Não basta verificar apenas o seguro antes de adesivar o carro.

No para-brisa traseiro, a legislação eleitoral permite adesivo microperfurado em toda a extensão. Nas demais partes do veículo, a propaganda precisa respeitar os limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Também não é permitido espalhar peças pelo automóvel de forma que, juntas, produzam um efeito visual semelhante ao de um outdoor.

Para quem pretende apenas colocar um adesivo pequeno e continuar usando o carro normalmente, a medida não significa automaticamente problema com o seguro. Já quem planeja uma adesivagem maior ou pretende levar o veículo para carreatas e outras atividades de campanha deve consultar a seguradora antes. Uma conversa rápida pode evitar surpresa justamente na hora de acionar a cobertura.

ATUALIZADO ÀS 11h50  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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