Com a campanha eleitoral nas ruas, muita gente aproveita o carro para demonstrar apoio ao candidato de preferência. Mas, antes de colocar um adesivo maior ou usar o veÃculo em carreatas e outros atos polÃticos, vale conferir as condições do seguro. Dependendo da situação, a cobertura pode ser afetada e a apólice até ficar mais cara.
Participe do canal de notÃcias do NF10 no WhatsApp
O simples fato de colocar um adesivo pequeno no carro não significa perder o seguro. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), adesivos de pequenas proporções são tolerados e não comprometem a cobertura.
A atenção aumenta quando a propaganda ocupa uma área maior do veÃculo ou quando o carro deixa de ser usado apenas na rotina do proprietário e passa a participar de atividades eleitorais.
É o caso, por exemplo, de quem usa o automóvel em carreatas, no transporte de equipes ou materiais de campanha ou com frequência em compromissos ligados a uma candidatura. Para a seguradora, isso pode representar uma mudança no perfil de risco informado no momento da contratação.
Nessas situações, o caminho mais seguro é entrar em contato com a seguradora ou com o corretor antes de colocar o veÃculo a serviço da campanha.
Pode ser necessário fazer um endosso, que nada mais é do que uma alteração formal na apólice para registrar a nova utilização do carro. Dependendo da avaliação da seguradora, essa mudança também pode aumentar o preço do seguro.
Se o proprietário mudar a forma de utilização do automóvel e não informar a companhia, poderá ter problemas na hora de pedir uma indenização, especialmente se a mudança estiver relacionada ao sinistro.
E se o carro for vandalizado por causa do adesivo?
Esse é outro cuidado importante. Um veÃculo com propaganda polÃtica pode ficar mais exposto a atos de vandalismo durante o perÃodo eleitoral.
Por isso, não é recomendável partir do princÃpio de que qualquer dano provocado intencionalmente por terceiros será pago pela seguradora. A cobertura depende do que foi contratado e das condições previstas na apólice.
Na dúvida, o proprietário deve perguntar diretamente à seguradora se o contrato cobre esse tipo de ocorrência e quais procedimentos devem ser adotados caso o veÃculo seja danificado.
Nem todo adesivo é permitido
O motorista também precisa ficar atento às regras da propaganda eleitoral. Não basta verificar apenas o seguro antes de adesivar o carro.
No para-brisa traseiro, a legislação eleitoral permite adesivo microperfurado em toda a extensão. Nas demais partes do veÃculo, a propaganda precisa respeitar os limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Também não é permitido espalhar peças pelo automóvel de forma que, juntas, produzam um efeito visual semelhante ao de um outdoor.
Para quem pretende apenas colocar um adesivo pequeno e continuar usando o carro normalmente, a medida não significa automaticamente problema com o seguro. Já quem planeja uma adesivagem maior ou pretende levar o veÃculo para carreatas e outras atividades de campanha deve consultar a seguradora antes. Uma conversa rápida pode evitar surpresa justamente na hora de acionar a cobertura.

