Criminosos digitais intensificaram ataques durante o período de entrega do Imposto de Renda 2026, utilizando ao menos 61 sites falsos para enganar contribuintes e aplicar golpes financeiros. O levantamento foi feito pela empresa Kaspersky, especialistas em cibersegurança, que identificaram uma rede de páginas fraudulentas criadas para simular serviços oficiais.
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Esses sites utilizam nomes e estruturas semelhantes aos canais da Receita Federal, incluindo termos como “IRPF”, “regularização” e “gov”, com o objetivo de confundir o usuário e induzi-lo a inserir dados pessoais. A estratégia faz parte de um tipo de ataque conhecido como phishing, que busca capturar informações sensíveis, como CPF, senhas e dados bancários.
Além das páginas falsas, os golpistas também têm enviado e-mails fraudulentos que simulam comunicações oficiais. Nessas mensagens, o contribuinte é informado sobre uma suposta pendência na declaração, com a promessa de regularização imediata mediante pagamento,
O conteúdo geralmente cria senso de urgência, oferecendo prazos curtos e até descontos fictícios em multas e juros para pressionar a vítima a agir rapidamente. Os pagamentos solicitados são feitos via Pix ou boleto, direcionados a contas de terceiros ligadas aos criminosos.
A Receita Federal do Brasil reforça que não envia e-mails, mensagens de WhatsApp ou SMS com links para regularização ou cobrança de tributos. Toda comunicação oficial ocorre exclusivamente por canais seguros, como o portal e-CAC ou correspondência formal.
É fundamental que os contribuintes estejam vigilantes, utilizem apenas canais oficiais e apliquem medidas de segurança robustas para proteger suas informações financeiras e evitar cair em armadilhas digitais, ressalta Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky.
Como funcionam os golpes
Os criminosos exploram o aumento do volume de acessos e a digitalização dos serviços para ampliar o alcance das fraudes. Com mais contribuintes utilizando plataformas online e aplicativos, cresce também a exposição a links maliciosos e páginas falsas que imitam sistemas oficiais.
Especialistas alertam que o principal risco está no acesso indevido à conta gov.br, que concentra dados pessoais e serviços sensíveis do cidadão. A recomendação é evitar clicar em links recebidos por mensagens, verificar sempre o endereço dos sites e utilizar apenas os canais oficiais para envio da declaração e consulta de pendências.


