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Macaé

Após ressaca, moradores do bairro Fronteira se reúnem com Prefeitura de Macaé

Encontro discutiu retirada de famílias das áreas de risco, auxílios habitacionais e próximos passos para o bairro

Foto: Divulgação
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Moradores da Fronteira e representantes da Prefeitura de Macaé, no Norte Fluminense, se reuniram na manhã desta sexta-feira, 28 para discutir a situação do bairro, atingido pela ressaca registrada no litoral da cidade durante a semana. O encontro tratou das medidas de segurança, do atendimento às famílias e das alternativas para uma região historicamente afetada pela erosão costeira.

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Um estudo elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pedido do município, apontou em 2024 que a retirada das moradias localizadas na área de risco seria necessária para proteger os moradores. Na última quarta-feira, dia 26, a água do mar alcançou alguns imóveis, a maioria deles já interditada.

A análise identificou um recuo de aproximadamente 30 metros na faixa costeira e recomendou a realização de um novo levantamento para definir quais medidas poderão ser adotadas nas próximas etapas. Segundo a Prefeitura, a contratação desse estudo ainda está em avaliação.

É fundamental que essa área esteja desocupada para que possamos avançar para as próximas etapas. A Defesa Civil atua com a prerrogativa de salvar vidas, de tirar as pessoas de áreas de risco — tanto antes de acontecer um fenômeno de ressaca quanto durante, afirmou o secretário de Defesa Civil, Joseferson Florêncio.

Ressaca volta a atingir imóveis e preocupa moradores da Fronteira, em Macaé
Foto: Divulgação

Com base nos levantamentos técnicos, a Defesa Civil vem realizando a desocupação dos pontos considerados de risco e, quando necessário, a demolição de imóveis interditados. Atualmente, 270 famílias da região recebem Aluguel Emergencial e cerca de 30 são atendidas com o Auxílio Emergencial.

Durante a reunião, representantes municipais também apresentaram o Programa de Compra Assistida, voltado à realocação definitiva de famílias que vivem em áreas consideradas inseguras.

A necessidade de diálogo entre moradores, lideranças comunitárias e poder público esteve entre os principais pontos do encontro. Para o vice-presidente da Associação de Moradores da Fronteira, José Rodrigo Vicente Paes, qualquer avanço dependerá de um entendimento coletivo.

Nós, liderança do bairro, Prefeitura e moradores, temos que andar juntos. Se não chegarmos a um consenso, o trabalho não vai avançar. Precisamos construir um entendimento entre todas as partes, declarou.

Além de moradores e representantes da associação, participaram da reunião integrantes das áreas de Defesa Civil, Infraestrutura, Habitação, Assistência Social e Serviços Públicos, além do vereador Rond Macaé.

ATUALIZADO ÀS 09h08  •   Rosana Acruche  [ + ]  —  Editora do NF10. Jornalista.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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