
Um eclipse lunar promete transformar a Lua em um espetáculo avermelhado em diversas partes do mundo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, dia 3. No entanto, no Brasil, a expectativa é de visibilidade limitada: o país conseguirá acompanhar apenas as fases iniciais do fenômeno, antes de a Lua se pôr no horizonte.
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O eclipse ocorre quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, fazendo com que a sombra da Terra seja projetada sobre o satélite natural. Quando o alinhamento é total, a Lua adquire um tom avermelhado — efeito causado pela filtragem da luz solar na atmosfera terrestre, que espalha as cores azuladas e permite que tons mais avermelhados cheguem até a superfície lunar. É esse fenômeno que popularmente recebe o nome de “Lua de sangue”.
No Brasil, o evento começa ainda de madrugada, com a fase penumbral, quando o escurecimento é mais sutil e quase imperceptível a olho nu. Em seguida, a Lua entra na fase parcial, quando é possível observar uma “sombra” avançando sobre o disco lunar. Porém, a fase total — momento em que a Lua fica completamente avermelhada — ocorrerá quando o satélite já estiver abaixo do horizonte na maior parte do território brasileiro.
As melhores chances de observar um escurecimento mais perceptível estarão nas regiões mais a oeste do país, onde a Lua permanecerá visível por mais tempo antes do amanhecer. Ainda assim, a totalidade do eclipse não deverá ser vista no Brasil.
Para quem pretende acompanhar, não é necessário equipamento especial. A observação pode ser feita a olho nu, desde que o céu esteja limpo e o horizonte oeste esteja desobstruído. Binóculos podem ajudar a perceber melhor as mudanças na luminosidade da Lua durante as fases iniciais.
Mesmo com visibilidade parcial, o fenômeno é uma oportunidade para observar de perto um dos eventos astronômicos mais impressionantes e entender, na prática, como funciona o alinhamento entre Terra, Lua e Sol.