O governador interino do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, mantém o plano de austeridade nos gastos públicos com o objetivo de reequilibrar as contas estaduais. As medidas de enxugamento da máquina administrativa podem resultar na exoneração de cerca de 1,6 mil servidores comissionados, com estimativa de economia mensal de R$ 10 milhões. A proposta de reforma administrativa atinge diversas pastas e busca eliminar sobreposições de funções que vinham gerando custos desnecessários, sem comprometer o fluxo dos processos internos.
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O plano de cortes teve início com a dispensa de ocupantes de cargos de confiança nas áreas de articulação política e administrativa. Entre os órgãos afetados estão a Secretaria de Estado de Casa Civil, o Gabinete do Governador e as secretarias de Governo, Fazenda, Infraestrutura e Obras, além do Instituto Estadual do Ambiente, da Fundação Leão XIII e da Loterias do Rio. Nesta etapa, o foco foi enxugar a cúpula administrativa, reduzindo de forma imediata o impacto financeiro na folha de pagamento.
A reestruturação também alcança áreas finalísticas, como as secretarias de Educação, Saúde, Cultura e Esporte e Lazer, além de autarquias como o Detran e o Rioprevidência. Nesses casos, as exonerações concentram-se em funções de assessoria técnica, com preservação dos quadros operacionais responsáveis pelo atendimento direto à população. De acordo com o planejamento, não haverá reposição dessas vagas; as atribuições remanescentes serão absorvidas por servidores de carreira, com apoio de processos de digitalização e otimização de fluxos de trabalho.
Até o momento, três subsecretarias vinculadas à Casa Civil foram extintas: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
Além das mudanças estruturais, o governo identificou indícios de irregularidades, incluindo a existência de possíveis “funcionários fantasmas”. Diante disso, foi determinada a realização de uma auditoria ampla em todos os órgãos do Executivo estadual, abrangendo também a administração indireta e empresas estatais.
A conclusão do ciclo de ajustes está prevista para os próximos dias, quando os últimos cargos serão oficialmente extintos. A etapa final atingirá órgãos da administração indireta, como o Departamento de Estradas de Rodagem e a Fundação de Apoio à Escola Técnica. Com o encerramento desse processo, o governo projeta uma economia anual superior a R$ 120 milhões, permitindo o redirecionamento de recursos para áreas consideradas prioritárias.
Nossa meta é modernizar a gestão e garantir que cada centavo do contribuinte seja aplicado com máxima eficiência…, comentou o Governador interino do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto.
A atual gestão reforça o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e a transparência no uso do dinheiro público. O governo estadual gasta, em média, R$ 102,2 milhões por mês com cargos comissionados, conforme levantamento de abril de 2026, o que motivou a urgência na redução da máquina pública. Conforme noticiamos aqui.
Redução de custos e monitoramento
As consequências desse ajuste fiscal serão monitoradas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro para assegurar a manutenção da eficiência administrativa. Além das exonerações, o projeto inclui a revisão de contratos de serviços terceirizados e a devolução de imóveis alugados pela administração estadual na capital. A expectativa é que a redução na folha de pagamento permita ao estado ampliar sua capacidade de investimento em novos projetos de mobilidade e segurança pública no próximo semestre.


