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Rio de Janeiro

Governo do Rio restringe aplicações financeiras após escândalo do Banco Master

Decreto estabelece regras mais rígidas para proteger recursos públicos e limita investimentos em instituições de maior risco

Foto: Divulgação
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O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou um decreto que restringe a aplicação de recursos públicos estaduais em bancos de médio e pequeno porte. A medida foi adotada após a repercussão do caso envolvendo investimentos realizados por órgãos estaduais em produtos financeiros ligados ao Banco Master e tem como objetivo aumentar a segurança na gestão do dinheiro público.

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A nova regra determina que os recursos estaduais sejam direcionados prioritariamente para bancos públicos federais e instituições financeiras que atendam critérios mais rigorosos de solidez e classificação de risco. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado e passou a integrar a política de gestão financeira da administração estadual.

A decisão ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre operações financeiras realizadas pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). O fundo esteve no centro das discussões após a revelação de investimentos próximos de R$ 1 bilhão em títulos emitidos pelo Banco Master, situação que motivou questionamentos de órgãos de controle e investigações sobre a gestão desses recursos.

O governo estadual sustenta que o objetivo da medida é reduzir a exposição do caixa público a eventuais riscos de mercado e fortalecer os mecanismos de proteção dos recursos pertencentes ao Estado. A mudança também amplia os critérios técnicos exigidos para a seleção das instituições aptas a receber investimentos públicos.

Mudança ocorre após crise no setor financeiro

O caso Banco Master ganhou repercussão nacional após dificuldades enfrentadas pela instituição e a adoção de medidas regulatórias por parte das autoridades financeiras. Em maio, o Banco Central regulamentou novas regras para limitar o uso do Fundo Garantidor de Créditos como estratégia de captação por bancos, apontando que as mudanças fazem parte da resposta à crise envolvendo a instituição financeira.

Além do decreto estadual, o Rioprevidência passou a operar sob regras mais rígidas de transparência e controle de investimentos. Em maio deste ano, foi sancionada legislação específica para reforçar a governança do fundo previdenciário e ampliar a fiscalização sobre operações consideradas de maior risco.

A adoção das novas regras representa uma das principais mudanças recentes na política de investimentos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A expectativa é que os critérios mais restritivos reduzam a exposição dos recursos públicos a oscilações do mercado financeiro e aumentem a segurança das aplicações realizadas pelos órgãos estaduais.

Governo do Rio restringe aplicações financeiras após escândalo do Banco Master
Foto: Tânia Rego/Agencia Brasil

Caso bilionário do Rioprevidência

O caso que levou o Governo do Estado do Rio de Janeiro a endurecer as regras para aplicações financeiras envolve investimentos bilionários do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) em produtos ligados ao Banco Master. A Polícia Federal apura operações que podem ter alcançado até R$ 3,6 bilhões, valor pertencente ao fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.

As investigações buscam esclarecer se os aportes seguiram exclusivamente critérios técnicos e financeiros ou se houve interferência indevida nas decisões de investimento. Entre os possíveis crimes apurados estão gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, fraude à fiscalização, corrupção passiva e associação criminosa. Até o momento, não há condenações, e os investigados negam irregularidades.

Diante da repercussão do caso e dos valores envolvidos, o Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou um decreto que restringe aplicações de recursos públicos em bancos de médio e pequeno porte. A nova política prioriza instituições financeiras consideradas mais sólidas e com melhores classificações de risco, com o objetivo de aumentar a segurança dos investimentos realizados pela administração estadual.

O Rioprevidência afirma que as operações seguiram as normas vigentes à época e sustenta que os recursos investidos contam com garantias capazes de assegurar a recuperação integral dos valores aplicados. Enquanto as investigações prosseguem, o caso se tornou um dos maiores episódios recentes envolvendo a gestão de recursos públicos no estado.

 

ATUALIZADO ÀS 08h50  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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