Alex de Almeida Barros, de 48 anos, foi condenado a 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte da noiva, Euzineia Loyola Baptista, em Anchieta, no Sul do Espírito Santo. A vítima morreu por asfixia mecânica provocada por afogamento e teve o corpo encontrado dentro da piscina de um sítio da família, em agosto de 2020.
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A condenação foi definida em um novo julgamento realizado pelo Tribunal do Júri na quinta-feira, dia 17. Desta vez, os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido com emprego de asfixia e caracterizado como feminicídio, por ter ocorrido em contexto de violência doméstica e de relação íntima entre o acusado e a vítima.
O crime aconteceu em agosto de 2020, em um sítio pertencente a Euzineia. Ela havia passado o fim de semana no local com o noivo e outros familiares. Na manhã daquele dia, saiu acompanhada de Alex com destino a Vitória e, depois disso, deixou de manter contato com a família.
Preocupados com o desaparecimento, parentes procuraram Alex. Ele disse que Euzineia havia embarcado em um ônibus para retornar ao bairro Kubitschek, em Guarapari, onde morava com os pais. Ela, porém, não chegou em casa.
A família então pediu a um vizinho que fosse até o sítio. No local, ele estranhou o comportamento dos cachorros, que latiam em direção à piscina, coberta por uma lona. Ao retirar a proteção, encontrou o corpo de Euzineia. A perícia concluiu que a morte ocorreu por asfixia mecânica causada por afogamento.
Alex foi preso cinco dias depois, em Venda Nova do Imigrante. Na época, a Polícia Civil informou que provas técnicas e testemunhais apontavam para a autoria do crime.
Caso foi levado a um novo júri
Alex já havia sido julgado em 2024. Na ocasião, os jurados afastaram, por maioria, as qualificadoras de feminicídio e emprego de asfixia.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) recorreu, argumentando que a decisão contrariava as provas reunidas no processo. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) acolheu o recurso e determinou que o caso fosse julgado novamente.
No segundo júri, realizado em setembro deste ano, o Conselho de Sentença reconheceu as duas qualificadoras. A pena foi fixada em 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
Suspeito de outra morte em Guarapari
Alex também é investigado pela morte de Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, encontrada em estado de decomposição dentro de um apartamento em Guarapari, em maio deste ano.
Segundo as investigações, após a morte de Rosi, ele teria fugido com o carro da vítima e foi preso em Rio Casca, em Minas Gerais. A polícia também apura a suspeita de que Alex tentava receber cerca de R$ 300 mil referentes à venda de um imóvel da mulher e teria utilizado o celular dela para enviar mensagens e fazer cobranças em seu nome. O caso segue sob investigação.

