O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou um novo e grave detalhe sobre a morte de Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, encontrada enterrada dentro da casa onde morava, em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo. Segundo a perícia, Monique ainda respirava quando foi colocada na cova.
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O exame encontrou partículas de terra nas vias respiratórias e nos pulmões da vítima. Para os peritos, a presença do material indica que Monique aspirou terra enquanto ainda estava viva.
O laudo também estabeleceu a asfixia como causa da morte, e não os golpes na cabeça relatados pelo companheiro, Mário Almeida Pinto, que confessou o crime.
Mário havia afirmado à polícia que atingiu Monique três vezes na cabeça com um banco de madeira durante uma discussão. Segundo a versão apresentada por ele, acreditava que a companheira havia morrido em consequência das agressões antes de esconder o corpo.
A perícia, porém, mostrou que Monique ainda respirava quando foi enterrada. O exame não conseguiu determinar se ela estava consciente naquele momento.
O avançado estado de decomposição do corpo também impossibilitou estabelecer com precisão o horário da morte.
Corpo estava escondido dentro da casa
Monique estava desaparecida desde 7 de julho. A investigação começou depois que a mãe dela procurou a polícia e registrou o desaparecimento.
Durante as buscas, policiais realizaram diligências em hospitais, institutos médicos legais e terminais rodoviários da região. Uma obra feita por Mário dentro da residência do casal enquanto Monique permanecia desaparecida acabou chamando a atenção dos investigadores.
Inicialmente, o companheiro afirmou que Monique teria viajado para Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Com o avanço das investigações, a polícia descobriu que o corpo estava escondido dentro da própria residência.
Mário confessou o crime e indicou aos investigadores o local onde havia enterrado a companheira. Ele foi preso inicialmente em flagrante por ocultação de cadáver.
Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em preventiva. O investigado deverá responder, em tese, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
O resultado do laudo do IML passa a ser uma peça central para esclarecer a dinâmica do crime, uma vez que demonstra que os golpes descritos pelo próprio investigado não provocaram a morte de Monique. A vítima ainda respirava quando foi colocada na cova e morreu por asfixia.

