
Os petroleiros do Norte Fluminense decidiram suspender a greve que durava 16 dias e aprovar a contraproposta da Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (30), no Teatro Municipal Trianon, em Campos dos Goytacazes.
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A paralisação, iniciada em 15 de dezembro, foi uma das mais longas da categoria no ano e tinha marcado forte adesão nas bases da Bacia de Campos. Ao longo do movimento, petroleiros reivindicavam melhorias no acordo coletivo, tratamento justo para o desconto dos dias parados e compromissos da Petrobras em temas como condições de trabalho e direitos ligados à incorporação de funções.
Na assembleia desta terça, aproximadamente 500 trabalhadores participaram da votação. O indicativo de suspensão da greve e aceitação da proposta foi aprovado com ampla maioria, assim como a manutenção do Estado de Assembleia Permanente e do Estado de Greve, estratégia considerada importante pelos representantes sindicais para acompanhar o cumprimento dos compromissos assumidos pela empresa. E também foi aprovado o desconto assistencial de 1% sobre o salário líquido, a ser recolhido em três parcelas, destinado ao sindicato.
Segundo dirigentes do Sindipetro-NF e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a proposta da Petrobras incluiu avanços em cláusulas consideradas centrais, como a neutralização parcial dos dias parados, garantia de que não haverá punições, transferências ou mudanças de regime para os grevistas, assim como ajustes em benefícios e tratamento de questões pontuais da base.
No entanto, o sindicato manteve o posicionamento de vigilância sobre o cumprimento dos termos negociados, ressaltando que a categoria permanece em estado de greves e assembleias abertas para novas deliberações, caso seja necessário.
Com a suspensão da greve no Norte Fluminense, o movimento petroleiro de 2025 se aproxima de sua conclusão nacional, já que outras bases filiadas à FUP também haviam decidido pela retomada do trabalho após negociações semelhantes nas últimas semanas.