
A revogação de regras ambientais no estado do Rio de Janeiro, assinada no fim da gestão de Cláudio Castro, provovou reação imediata em especialistas e gestores ambientais, especialmente na Região dos Lagos. A medida altera normas que protegiam áreas sensíveis e pode abrir caminho para construções em regiões antes restritas.
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Municípios como Cabo Frio, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Araruama e São Pedro da Aldeia estão entre os mais expostos aos efeitos da mudança, em um cenário já pressionado pelo crescimento urbano e pelo turismo.
A escolha do momento — às vésperas da saída do governo — é um dos pontos mais criticados. Para especialistas, a decisão compromete o trabalho de fiscalização e planejamento ambiental construído ao longo dos anos, além de transferir para as próximas gestões o desafio de conter possíveis danos.
Outro ponto de preocupação é o possível estímulo ao avanço imobiliário sobre ecossistemas frágeis, como restingas e manguezais, fundamentais para o equilíbrio costeiro. Na Região dos Lagos, onde a ocupação irregular já é um problema histórico, a flexibilização das regras pode agravar ainda mais o cenário.
Embora a medida também atinja áreas como Angra dos Reis, no Sul Fluminense, o impacto preocupa especialmente o litoral lagunar, onde a pressão por novos empreendimentos cresce de forma acelerada.