Entre os dias 25 e 29 de agosto, o Teatro Firjan SESI Macaé se transforma em palco para o X-Todas 2026, festival que reúne música, teatro, cinema, oficinas, performances, vivências e debates em torno das memórias, saberes e trajetórias de mulheres negras e indígenas. A programação ocupa seis unidades, Macaé, Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Duque de Caxias e nas regiões do Centro e de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
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Com o tema “Memórias que Insistem: Caminhos de Mulheres Negras e Indígenas”, o festival propõe um olhar sobre ancestralidade, território, pertencimento e resistência por meio de diferentes linguagens artísticas. Entre os destaques que se apresentam em Macaé estão Sued Nunes e Kaê Guajajara. A programação reúne ainda artistas e coletivos de diferentes territórios do estado.

O X-Todas é resultado de uma trajetória que começou em 2010, quando o projeto ainda se chamava X-Tudo Cultural. Criado com a proposta de democratizar o acesso à cultura no estado do Rio de Janeiro, o projeto reuniu, ao longo dos anos, atrações de música, dança, artes plásticas, cinema e teatro, além de oficinas, palestras e workshops. Em 2023, passou a se chamar X-Todas e ampliou o foco para as trajetórias e o protagonismo das mulheres.
Em 2026, o festival volta o olhar para as mulheres negras e indígenas, colocando em diálogo diferentes formas de preservar e transmitir histórias.
No Teatro Firjan SESI Macaé, o primeiro dia de festival (25/8, 19 horas) conta com a oficina Afro Fusion: Ritmos, Ancestralidade e Movimento, uma imersão prática e teórica pela riqueza corporal e rítmica do continente africano, conectando o passado ancestral às manifestações urbanas contemporâneas.
No dia 26, a mostra de cinema: “A Memória também sonha: Mulheres Negras e Indígenas em movimento, às 19 horas, reúne filmes dirigidos por mulheres negras e indígenas brasileiras e aborda temas como memória, território, ancestralidade, espiritualidade e permanência cultural.
Já no dia 29/8, acontece a Oficina de Bordado Livre: “Refio”, com Aline Bagre, artista têxtil e narradora de memórias visuais, uma proposta de experimentação poética e manual. Seu trabalho se fundamenta no bordado como prática de preservação de memórias, fortalecimento identitário e resistência cultural. Nessa experiência, o bordado se torna uma linguagem para contar histórias que não foram escritas, mas que vivem no corpo, na oralidade e no gesto. Através do fio, são traçadas imagens que traduzem afetos, memórias e simbologias que atravessam gerações.
Música, teatro e novas vozes
A música é um dos destaques da programação. No dia 27 de agosto, Sued Nunes, cantora e compositora baiana que ganhou projeção nacional com o álbum Travessia e a música Povoada, se apresenta às 20 horas.
As artes cênicas também ocupam espaço importante no festival. Os espetáculos “Alàfia”, de Valéria Monã, e “Pega no Laço”, de Lian Gaia, sobem ao palco no dia 28 de agosto, 19 horas, abordando memória, ancestralidade, resistência e as histórias de mulheres negras e indígenas.

A artista Kaê Guajajara, uma das referências da arte originária brasileira, apresenta, no dia 29, um show acústico que revisita os principais momentos de sua carreira e aproxima canto ancestral, violão, percussão, piano e beatbox.
Programação espalhada pelo estado
Ao ocupar seis teatros em diferentes regiões, o X-Todas leva uma programação cultural diversa para além dos grandes circuitos da capital. Em Campos, acontece a oficina Percurso ancestral caminho de volta, que se propõe a resgatar os saberes, os fazeres, a cultura, a língua, o modo de vida, a medicina, as práticas, os hábitos, e as histórias dos povos que habitaram e habitam nosso território. Utilizando a dinâmica poética e contra-colonial de Nego Bispo (2015), reconhecendo a circularidade dos povos tradicionais em consonância com as vivências e práticas cotidianas que integram a socialização do povo campista, a prática almeja trazer para espaços diversos perspectivas originárias de nossa região e das retomadas étnicas, através da utilização e da experimentação de elementos, objetos, símbolos e das oralidades que guardam aspectos valiosos das origens indígenas presentes em nossas coletividades.
A programação tem atividades gratuitas e atrações com ingressos a preços populares. As atrações pagas têm ingressos de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Todos os ingressos podem ser adquiridos pela bilheteria ou pela Sympla. Tradução em libras
- 27/08 – Quinta Feira
20h às 21h – Show da Sued Nunes - 28/08 – Sexta Feira
19h às 19h30– Espetáculo Teatral Pega no laço
20h às 21h – Espetáculo Teatral Alàfia - 29/08 – Sábado
19h às 20h – Bate Papo com Kaê Guajajara
20h às 21h – Show Kaê Guajajara

