O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma operação para prender policiais militares da ativa suspeitos de atuar na segurança de um grupo criminoso ligado ao bicheiro Rogério Andrade. A ação foi realizada em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e tem como alvo 16 PMs apontados como integrantes do chamado “núcleo de segurança” do contraventor.
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Promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e corregedores saíram às ruas para cumprir um total de 20 mandados de prisão preventiva. Entre os alvos está o próprio Rogério Andrade, que já se encontra preso no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Entre os policiais procurados pela operação estão dez subtenentes da Polícia Militar. Até a última atualização das informações divulgadas pelas autoridades, ao menos 13 mandados de prisão já haviam sido cumpridos durante a ação.
Além dos 16 PMs da ativa e do bicheiro, também foram incluídos entre os alvos um policial penal, um ex-policial militar e um ex-policial civil. No total, o Gaeco apresentou denúncia contra 19 pessoas suspeitas de integrar o esquema investigado.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e estão sendo cumpridos em diversos municípios do estado, incluindo Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além da unidade prisional federal onde Rogério Andrade está detido.
Suspeita de proteção ao jogo do bicho
De acordo com as investigações conduzidas pelo Gaeco, os denunciados atuariam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar, especialmente na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio. O grupo também é suspeito de utilizar práticas sistemáticas de corrupção para garantir a continuidade das atividades do esquema criminoso.
Os investigados deverão responder por crimes como constituição de organização criminosa armada, agravada pela participação de funcionários públicos, além de corrupção ativa e passiva, segundo informações do Ministério Público.

