A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abriu inscrições para uma nova rodada de investimentos de R$ 150 milhões voltados à economia circular e ao desenvolvimento de cidades sustentáveis. Os recursos são não reembolsáveis e destinados a empresas brasileiras que apresentem projetos inovadores em parceria com Instituições CientÃficas e Tecnológicas (ICTs).
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A iniciativa integra o programa Mais Inovação Brasil, articulado pelo governo federal em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o BNDES. O objetivo é impulsionar a chamada Nova Indústria Brasil, com foco em sustentabilidade, competitividade e desenvolvimento tecnológico.
A indústria do futuro será pautada em inovação, circularidade e descarbonização, comentou secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz.
Os projetos contemplados devem envolver pesquisa, desenvolvimento e inovação, com soluções voltadas à criação de produtos sustentáveis, gestão de resÃduos, saneamento básico e novos materiais para construção civil. As propostas precisam apresentar risco tecnológico e obrigatoriamente contar com parceria institucional.
Programas como o Mais Inovação apostam no desenvolvimento de tecnologia verde e brasileira, nos colocando como vanguarda nessa indústria para o século XXI, completou a gestora.
Empresas de todos os portes podem participar da seleção pública, com prazo de envio de propostas até 31 de agosto de 2026. Os projetos devem se enquadrar em linhas temáticas como economia circular, quÃmicos renováveis, soluções para água e esgoto e infraestrutura urbana sustentável.
Desafios regionais ampliam relevância do edital
A abertura do edital ocorre em um contexto de desafios estruturais em diversas regiões do Sudeste. No Sul do EspÃrito Santo, cidades enfrentam gargalos históricos em saneamento, gestão de resÃduos e diversificação industrial, o que limita o avanço de cadeias produtivas mais sustentáveis.
No estado do Rio de Janeiro, a realidade também evidencia desigualdades. Regiões como o Norte e Noroeste Fluminense lidam com infraestrutura urbana deficiente e baixa industrialização, enquanto a Região dos Lagos enfrenta pressão ambiental causada pelo crescimento urbano e turismo. Já a Região Serrana convive com desafios ligados à ocupação desordenada e à necessidade de soluções resilientes para eventos climáticos.
Nesse cenário, o investimento federal surge como oportunidade estratégica para empresas dessas regiões desenvolverem soluções locais, fortalecerem parcerias com universidades e ampliarem a inovação aplicada às demandas territoriais, promovendo desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade.

