O transporte público gratuito vem ganhando espaço no estado do Rio de Janeiro, com destaque para Maricá, que se consolidou como referência nacional ao implantar o modelo de tarifa zero em 2014. A iniciativa passou a ser vista como alternativa viável para ampliar o acesso à mobilidade urbana, garantindo deslocamento sem cobrança de passagem e promovendo inclusão social.
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Desde então, o modelo deixou de ser uma experiência isolada e passou a inspirar outros municÃpios fluminenses. Diversas cidades passaram a adotar iniciativas de gratuidade no transporte coletivo, seja de forma integral ou em linhas especÃficas, ampliando o debate sobre polÃticas públicas voltadas ao acesso universal ao transporte.
Atualmente no estado do Rio de Janeiro, cerca de 16 cidades possuem com algum tipo de tarifa zero, seja em todo o sistema ou em linhas especÃficas. O avanço ocorre em meio a uma crise no setor, marcada pela queda no número de passageiros, aumento das tarifas e redução da oferta de linhas em diferentes regiões. Nesse cenário, a tarifa zero surge como alternativa para recuperar usuários e garantir o direito de ir e vir, além de contribuir para a redução da dependência de veÃculos particulares.
Em Maricá, os resultados são apontados como referência. O sistema operado pela Empresa Pública de Transportes transporta milhares de passageiros diariamente e representa economia direta para a população. Sem o custo da passagem, moradores conseguem direcionar recursos para outras despesas essenciais, como alimentação, moradia e educação.
Além do impacto social, a polÃtica também apresenta efeitos econômicos locais. Com maior circulação de pessoas e recursos dentro do municÃpio, há estÃmulo ao comércio e à geração de empregos, reforçando o modelo como uma estratégia de desenvolvimento urbano associada à inclusão e ao acesso ampliado aos serviços públicos.
Quando implementamos o modelo, éramos o municÃpio que menos recebia royalties do petróleo na Região Metropolitana. Hoje, cerca de 140 cidades do paÃs já adotam a Tarifa Zero, e a aplicação não passa de 1% a 5% do orçamento municipal. E esse investimento gera impacto direto na saúde, na educação, na cultura, no lazer, na economia e no desenvolvimento. É a decisão de priorizar o transporte público como direito social e constitucional, assim como se prioriza a educação, a moradia, a saúde ou a segurança, afirmou presidente da Empresa Pública de Transportes (EPT) de Maricá.


