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Espírito Santo

Espírito Santo é 1º no ranking dos estados com melhor Regra de Ouro

Estado aparece como 3º melhor do Sudeste em levantamento do Centro de Liderança Pública

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Estado do Espírito Santo conquistou o primeiro lugar no ranking nacional da Regra de Ouro, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), consolidando sua posição de destaque na gestão fiscal. O resultado, apresentado em 2026, reflete o equilíbrio das contas públicas e a capacidade do estado de investir sem recorrer ao endividamento para cobrir despesas correntes.

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De acordo com o levantamento, o Espírito Santo alcançou índice de 21,17 no indicador, que mede o cumprimento da chamada Regra de Ouro. Esse mecanismo impede governos de contrair dívidas para custear gastos como salários e manutenção da máquina pública. O cálculo considera a diferença entre as despesas de capital empenhadas e a receita de operações de crédito, dividida pela receita corrente líquida. Quanto maior o percentual, maior a capacidade fiscal e a sustentabilidade das finanças estaduais.

Nas redes sociais, o governador do Estado, Ricardo Ferraço, celebrou a conquista e destacou os impactos diretos para a população, ressaltando que o resultado reflete na vida dos capixabas ao ampliar a capacidade de investimentos públicos.

Aqui no Espírito Santo as contas são organizadas e podemos fazer mais estradas, mais escolas, mais unidades de saúde, sem precisar criar dívida para o futuro. É gestão eficiente com resultados reais, comentou o Governador.

https://www.instagram.com/p/DXrU2k8jnmh/

O desempenho acompanha uma trajetória consistente do estado, que segue líder no pilar de Solidez Fiscal e permanece como o terceiro melhor da Região Sudeste. Nesse quesito, o Espírito Santo lidera indicadores como Gasto com Pessoal, Poupança Corrente e a própria Regra de Ouro, reforçando o controle das contas públicas e a previsibilidade orçamentária.

O estado também apresentou avanços em outros pilares avaliados pelo levantamento, com destaque para Potencial de Mercado, que subiu três posições e alcançou o 18º lugar, Segurança Pública, com ganho de uma posição e 22º lugar, e Eficiência da Máquina Pública, que avançou uma posição, chegando ao 8º lugar, embora tenha registrado leve recuo no ranking geral de competitividade, ocupando atualmente a sétima colocação nacional.

O estado também mantém posições de destaque em áreas estruturais, ocupando a segunda colocação no pilar de Infraestrutura e a quarta posição em Sustentabilidade Ambiental, o que demonstra equilíbrio entre responsabilidade fiscal e desenvolvimento em setores estratégicos.

Resultado do ES por indicadores

  • Capital Humano: 10º — variação: 0
  • Educação: 7º — variação: 0
  • Eficiência da Máquina Pública: 8º— variação: +1
  • Geral: 7º — variação: -1
  • Infraestrutura: 2º — variação: 0
  • Inovação: 15º — variação: -2
  • Potencial de Mercado: 18º — variação: +3
  • Segurança Pública: 22º — variação: +1
  • Solidez Fiscal: 1º — variação: 0
  • Sustentabilidade Ambiental: 4º — variação: 0
  • Sustentabilidade Social: 7º — variação: 0

Avaliação
Segundo o Tesouro Nacional, a Regra de Ouro é um dispositivo previsto no artigo 167 da Constituição Federal que proíbe o governo de contrair operações de crédito para financiar despesas correntes, como salários e custeio da máquina pública. O endividamento é permitido apenas para despesas de capital, como investimentos e amortização da dívida, com o objetivo de garantir a sustentabilidade fiscal no longo prazo.

O ranking de competitividade avalia dez pilares, entre eles infraestrutura, educação, segurança pública e inovação. A combinação entre disciplina fiscal e avanços em áreas estruturais indica que o principal desafio do Espírito Santo é transformar o equilíbrio das contas públicas em melhorias mais amplas na qualidade de vida da população, mantendo o protagonismo econômico no cenário nacional.

Tomar decisões com base em dados e evidências é essencial para tornar o setor público mais eficiente. O ranking é uma ferramenta estratégica nesse processo, pois orienta a formulação de políticas públicas a partir de diagnósticos precisos, indicadores consolidados e análise de desempenho. Com ele, o poder público avança para decisões cada vez mais embasadas em informações concretas e menos em opiniões, afirma Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.

ATUALIZADO ÀS 06h50  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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