O municÃpio de São João da Barra deverá receber uma unidade do Batalhão de PolÃcia Ambiental da PolÃcia Militar do Estado do Rio de Janeiro, ampliando o monitoramento de áreas naturais estratégicas no Norte Fluminense. A implantação ocorre em meio ao crescimento das demandas ligadas à expansão urbana, atividade portuária, pesca e preservação costeira. O 3º Batalhão de PolÃcia Ambiental ainda não teve sede definida, mas a escolha do local deve ocorrer nos próximos dias.
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A nova unidade atuará no combate a desmatamento irregular, caça ilegal, pesca predatória, tráfico de animais e ocupações em áreas de preservação permanente. O batalhão também desenvolverá ações educativas e operações integradas com órgãos estaduais e municipais.
A implantação foi definida após reunião entre a prefeita Carla Caputi, o secretário municipal de Segurança Pública, Anderson Campinho, e o tenente-coronel da PolÃcia Militar Pabllo Carvalho, responsável pelo comando da unidade.
Estamos avançando nas tratativas finais do local que vai receber a unidade e também da data de inauguração. O batalhão vai reforçar a fiscalização, proteger nossas áreas naturais e ampliar o combate aos crimes ambientais. Além de atender o nosso municÃpio, a unidade também dará suporte a cidades vizinhas, afirmou a prefeita Carla Caputi.
O batalhão terá atuação regional e funcionará como unidade especializada da PolÃcia Militar voltada ao patrulhamento ambiental, fiscalização da fauna e flora, além do resgate de animais silvestres em áreas urbanas.
São João da Barra possui um dos ecossistemas costeiros mais importantes do interior do estado do Rio de Janeiro, com extensas áreas de restinga, lagoas, manguezais e trechos de Mata Atlântica adaptados ao ambiente litorâneo.
Entre os principais patrimônios naturais da cidade estão a Lagoa de Grussaà e áreas úmidas próximas ao Porto do Açu, que servem de abrigo para aves migratórias e espécies marinhas tÃpicas do litoral fluminense.
Região exige monitoramento constante
A presença do Porto do Açu elevou a necessidade de fiscalização contÃnua em áreas sensÃveis, principalmente em manguezais, canais e regiões de reprodução marinha.
Nos últimos anos, órgãos ambientais registraram operações relacionadas a descarte irregular, ocupações em áreas protegidas e danos à vegetação de restinga. Especialistas avaliam que a chegada do Batalhão de PolÃcia Ambiental poderá fortalecer a prevenção e agilizar respostas em uma das áreas costeiras mais sensÃveis do estado do Rio de Janeiro.


