A recuperação do complexo lagunar de Maricá ganhou um novo reforço com a autorização para funcionamento de um laboratório voltado à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias microbiológicas. A licença foi concedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, permitindo que a estrutura opere como centro de pesquisa ligado ao Projeto Lagoa Viva, iniciativa coordenada pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar).
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O novo espaço terá como principal objetivo estudar, desenvolver e aplicar bioinsumos voltados à recuperação ambiental das lagoas do município. A proposta utiliza soluções biotecnológicas para melhorar a qualidade da água, reduzir impactos ambientais e contribuir para o equilíbrio ecológico dos ecossistemas lagunares que fazem parte da identidade natural da cidade.
O Projeto Lagoa Viva é uma das principais ações ambientais em andamento em Maricá e busca unir pesquisa científica, inovação tecnológica e gestão pública para enfrentar problemas históricos relacionados à degradação ambiental, ao assoreamento e à qualidade da água em áreas lagunares.
Segundo a Codemar, os bioinsumos desenvolvidos são compostos por microrganismos capazes de auxiliar processos naturais de recuperação ambiental, contribuindo para a decomposição de matéria orgânica acumulada e para a melhoria das condições ecológicas dos corpos hídricos.
Ciência e inovação para recuperação ambiental
O novo laboratório reforça a estratégia de Maricá de investir em pesquisa aplicada à preservação ambiental. Além da produção de bioinsumos, a estrutura poderá apoiar estudos científicos, monitoramento da qualidade da água, análises microbiológicas e o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à recuperação de ecossistemas degradados.
O município abriga o Sistema Lagunar de Maricá, formado pelas lagoas de Maricá, Barra, Padre e Guarapina. Juntas, elas compõem um dos mais importantes conjuntos lagunares do Estado do Rio de Janeiro, ocupando uma área de aproximadamente 46 quilômetros quadrados e servindo como habitat para diversas espécies de peixes, aves e outros organismos aquáticos.
A preservação dessas lagoas possui importância ambiental, social e econômica. Além de abrigarem rica biodiversidade, elas influenciam a atividade pesqueira artesanal, o turismo, a drenagem natural e a qualidade de vida das comunidades instaladas em seu entorno.
Projeto Lagoa Viva ganha nova etapa
Com a entrada em operação do laboratório, a expectativa é ampliar a capacidade técnica do Projeto Lagoa Viva e acelerar a implementação de soluções ambientais baseadas em evidências científicas. A iniciativa também fortalece a integração entre pesquisadores, técnicos e gestores públicos na busca por alternativas sustentáveis para a conservação dos recursos naturais do município.
A criação da estrutura ocorre em um momento em que a recuperação de ecossistemas aquáticos tem ganhado destaque em políticas ambientais no Brasil e no exterior.

