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SUS adotar pílula preventiva pós-sexo para reduzir infecções por sífilis e clamídia

Estratégia conhecida como DoxiPEP utiliza o medicamento em até 72 horas após a relação sexual desprotegida

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai adotar uma nova estratégia na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) no Brasil. Trata-se da DoxiPEP, sigla para a profilaxia pós-exposição com o antibiótico doxiciclina, cujo uso preventivo foi aprovado para reduzir o risco de contágio por bactérias como as que causam a sífilis e a clamídia.

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O método consiste na administração do medicamento em um prazo de até 72 horas após relações sexuais sem preservativo. O foco principal da medida é conter o avanço de infecções bacterianas, sendo a sífilis e a clamídia duas das ISTs registradas com maior frequência no país atualmente.

A distribuição do medicamento acontece de forma totalmente gratuita por meio da rede pública de saúde. Conforme as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde, o atendimento e o acesso à DoxiPEP terão um foco inicial direcionado às populações de maior vulnerabilidade social e epidemiológica.

A incorporação dessa pílula preventiva representa um avanço na política de saúde pública nacional, somando-se às ferramentas já existentes de prevenção combinada e ampliando os recursos de proteção oferecidos à população no combate e controle das ISTs bacterianas.

O que é a DoxiPEP e como funciona?

  • O Medicamento: É o uso do antibiótico doxiciclina.
  • Janela de Tempo: Deve ser tomado preferencialmente nas primeiras 24 horas, estendendo-se por até 72 horas após o sexo sem proteção.
  • O que ela previne: Apenas infecções bacterianas, especificamente sífilis, clamídia e gonorreia (embora a eficácia contra a gonorreia varie devido à resistência da bactéria).
  • O que ela NÃO previne: Por ser um antibiótico, ela não tem efeito nenhum contra vírus. Ou seja, não previne o HIV (para isso existe a PEP convencional) e nem a Herpes ou o HPV.

 

  • Os protocolos de saúde direcionam a DoxiPEP para:
  • Homens cisgêneros que fazem sexo com homens (HSH).
  • Mulheres transexuais e travestis.
  • Profissionais do sexo.
  • Pessoas que já tiveram episódios recorrentes de ISTs bacterianas no último ano.

Por que o uso exige cautela?
O grande debate na comunidade médica mundial sobre a DoxiPEP não é se ela funciona (sua eficácia em reduzir a sífilis e a clamídia chega a passar de 70%), mas sim o risco do uso indiscriminado de antibióticos. Tomar o medicamento com frequência sem critérios estritos pode colaborar para o surgimento de superbactérias resistentes na população.

ATUALIZADO ÀS 20h41  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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