Promover a troca de experiências e ampliar o debate sobre inclusão foi o foco da participação de Macaé no Encontro Nacional de Gestores de PolÃticas para Pessoas com Deficiência (PcD), realizado nos dias 18 e 19 de junho, em São Paulo. O municÃpio esteve entre os representantes de diversas cidades brasileiras que discutiram estratégias para fortalecer os direitos das pessoas com deficiência e ampliar polÃticas públicas voltadas à acessibilidade.
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O evento aconteceu no Centro de Treinamento ParalÃmpico e reuniu gestores de diferentes estados. Pelo Rio de Janeiro, participaram representantes de Macaé, Niterói, Volta Redonda, Rio Bonito e Maricá. A programação também contou com a presença da secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Isadora Nascimento.
Representando o municÃpio, a coordenadora-geral de PolÃticas para Pessoas com Deficiência de Macaé, Caroline Mizurine, destacou que o encontro permitiu conhecer experiências bem-sucedidas de outras cidades e discutir soluções que podem ser aplicadas no municÃpio.
Entre os principais temas debatidos estiveram o fortalecimento da Lei de Cotas, a ampliação das oportunidades no mercado de trabalho e o incentivo ao esporte adaptado como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social.
Debatemos profundamente o fortalecimento da Lei de Cotas e a ampliação do mercado de trabalho, além da importância do esporte adaptado. Esses temas foram apontados como importantes aliados do desenvolvimento social e econômico da gestão municipal, sendo indispensáveis para a autoestima e a autonomia da pessoa com deficiência. Voltamos com foco total em avançar na adesão ao Programa Novo Viver Sem Limites, do Governo Federal, aplicando esses aprendizados para garantir ainda mais dignidade, cidadania e qualidade de vida em nossa cidade, afirmou Caroline.
Também participou do encontro a primeira secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Macaé, Graciele Fernandes. Segundo ela, apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, ainda existem desafios importantes para garantir a inclusão plena das pessoas com deficiência, especialmente no mercado de trabalho.
Quando falamos da Lei de Cotas, nosso objetivo não é que as empresas realizem contratações apenas para cumprir uma obrigação legal. O que buscamos é que reconheçam nas pessoas com deficiência suas competências, talentos e potencialidades, proporcionando oportunidades reais para que sejam protagonistas de suas próprias trajetórias profissionais, destacou.
Graciele também ressaltou que a inclusão vai além do acesso às vagas de emprego e passa pela permanência desses profissionais nas empresas, com a eliminação de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, sociais e atitudinais.

