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Banco Central determina liquidação do Will Bank, cartão do Banco Master

Decisão da autoridade monetária ocorre após grave crise financeira e investigação federal

  ∗  Da Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira, dia 21, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank.

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A liquidação extrajudicial – que colocou fim às operações do Banco Master e de outras empresas do grupo – foi anunciada em 18 de novembro de 2025 pelo Banco Central, sob a justificativa de que não havia perspectiva de recuperação das instituições afetadas, levando à antecipação de obrigações e retirada dessas empresas do Sistema Financeiro Nacional.

O BCB determinou a liquidação extrajudicial de boa parte das empresas vinculadas ao Grupo Master, incluindo o Banco Master S.A. e outras instituições financeiras do conglomerado, em uma medida que marcou um dos episódios mais complexos no setor bancário brasileiro recente. A decisão foi tomada após o regulador identificar grave crise de liquidez e violações significativas às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que comprometeram a saúde financeira das entidades envolvidas.

O que significa a liquidação

A liquidação extrajudicial é uma medida pela qual o Banco Central encerra formalmente as atividades de instituições financeiras quando considera que não há possibilidade de recuperação e que a continuidade poderia causar mais prejuízos ao mercado e aos clientes. No caso do Master, o BCB considerou problemas de liquidez e dificuldades em cumprir exigências regulatórias como fatores determinantes.

Ao mesmo tempo, a autoridade monetária colocou parte do grupo financeiro, especificamente o Banco Master Múltiplo S.A., em Regime de Administração Especial Temporária (Raet). Este regime não liquida a instituição imediatamente, mas permite que ela seja administrada por um interventor nomeado pelo Banco Central para preservar operações, com foco em buscar soluções de mercado ou venda.

E o Will Bank?

O Will Bank, banco digital pertencente ao grupo e com milhões de clientes, não foi diretamente incluído na liquidação decretada pelo Banco Central como aconteceu com o Banco Master e outras empresas do conglomerado. Em vez disso, ele permanece sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o mesmo regime aplicado ao banco múltiplo, o que preserva suas operações por enquanto.

Na prática, o Will Bank continua autorizado a funcionar normamente, apesar das turbulências que abalaram a instituição mãe. O regime especial dá um prazo limitado (normalmente até 120 dias) para que o interventor conclua negociações visando uma solução de mercado, como a possible venda a um investidor interessado.

Antes da liquidação, negociações para a venda do Master, incluindo tentativas envolvendo fundos e operadores estrangeiros, chegaram a ser discutidas, mas não avançaram de maneira que evitasse a intervenção do Banco Central.

Investigação criminal

Paralelamente à liquidação, a Polícia Federal deflagrou a chamada “Operação Compliance Zeroâ€, que investigou supostos crimes relacionados à emissão de títulos e práticas financeiras irregulares atribuídas ao Banco Master. A operação incluiu buscas, apreensões e prisões de executivos ligados ao grupo, incluindo o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, em um episódio que ganhou destaque nacional pela sua dimensão.

Além disso, a crise já motivou medidas de congelamento de bens de investidores e acionistas em outras frentes judiciais, incluindo decisões recentes da Justiça que autorizam bloqueios como parte das apurações em curso.

Repercussões

Especialistas indicam que as investigações e medidas relacionadas à liquidação podem continuar por meses, com autoridades judiciais e fiscais analisando documentos financeiros e buscando responsabilizações em casos de fraudes ou gestão temerária. Além disso, a ação levantou debates sobre regulação bancária e fiscalização de instituições financeiras de menor porte no Brasil.

Enquanto isso, clientes do Will Bank seguem acompanhando a situação com atenção, já que o futuro da instituição digital ainda depende de decisões futuras, como uma possível venda a novos investidores ou soluções que possam garantir maior estabilidade ao negócio sob o regime especial.

Mastercard
Além dos desdobramentos regulatórios e do regime especial em que o Will Bank se encontra, a bandeira Mastercard anunciou a suspensão da aceitação dos cartões emitidos pelo banco digital, medida que começou a valer a partir de 20 de janeiro de 2026.

A decisão ocorre porque a instituição deixou de liquidar as transações feitas por seus clientes, o que levou a Mastercard a interromper temporariamente as compras e pagamentos com cartões Will Bank em sua rede de estabelecimentos físicos e online. Apesar dessa suspensão, os clientes ainda continuam obrigados a pagar as faturas referentes às transações já realizadas. A bandeira justificou a medida com base no descumprimento de obrigações contratuais e regulatórias por parte do banco, reforçando que não aceitar transações evita o aumento de dívidas pendentes e protege o sistema de pagamentos.

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