Um balão de grande porte caiu nas águas da Lagoa de Araruama, na altura da localidade conhecida como Ponta da Farinha, em Iguaba Grande, neste domingo, dia 26. O artefato atravessou uma área de vegetação antes de atingir o espelho d’água, onde foi avistado por um navegador que passava pelo local no momento do incidente. Diante do risco ambiental e à navegação, o proprietário da embarcação realizou a retirada voluntária do material, que já apresentava sinais de deterioração ao ser removido da superfície.
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O responsável pelo resgate registrou a ocorrência em vídeo, demonstrando preocupação com os impactos ao ecossistema da região. De acordo com o relato do navegador, fragmentos do balão ficaram espalhados pela vegetação costeira antes de o corpo principal submergir parcialmente na lagoa. Após recolher o objeto, o homem informou que o material seria encaminhado à Guarda Marítima de Iguaba Grande para o descarte adequado e registro oficial da ocorrência perante as autoridades competentes.
A prática de fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios em florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano, é considerada crime ambiental no Brasil. A legislação atual, sob a Lei de Crimes Ambientais, prevê penas que variam de um a três anos de detenção, além da aplicação de multas severas. A soltura de tais artefatos é monitorada constantemente por órgãos como a Polícia Militar Ambiental e o Instituto Estadual do Ambiente.
A situação é preocupante pela contaminação e pelos danos que esses resíduos causam à fauna marinha, comentou o navegador que realizou a retirada do balão.
Especialistas em meio ambiente alertam que o material utilizado na confecção dos balões, muitas vezes composto por papel, parafina e arames, pode ser ingerido por animais ou causar o sufocamento de espécies nativas da Lagoa de Araruama. Além disso, a presença desses objetos no ar representa um risco crítico para a aviação civil e helicópteros de resgate.
Dados da Linha Verde, programa do Disque Denúncia voltado para crimes ambientais, indicam que o período entre abril e junho registra um aumento histórico no número de avistamentos de balões no Estado do Rio de Janeiro devido às condições climáticas e festividades sazonais. Na Região dos Lagos, o monitoramento é intensificado pela Guarda Civil Municipal e pelo Comando de Polícia Ambiental para coibir a prática, que ameaça não apenas a natureza, mas também a rede elétrica e as residências da região.
A ocorrência deste domingo não deixou feridos nem causou danos a propriedades privadas, mas reacendeu o debate sobre a fiscalização nas cidades que compõem o complexo lagunar. A Guarda Marítima de Iguaba Grande reforça que qualquer cidadão que avistar a queda de balões deve entrar em contato imediato com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro ou com as autoridades locais para evitar que a população tente manusear materiais inflamáveis sem o devido treinamento.

