A morte do jornalista Caíque Verli, de 33 anos, repórter da TV Gazeta, no Espírito Santo, pode ter sido causada por uma crise convulsiva. A hipótese é investigada pela Polícia Civil, que informou que as diligências realizadas no apartamento onde o profissional foi encontrado morto apontam, inicialmente, para um óbito decorrente de questões de saúde.
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Caíque foi encontrado na manhã desta quinta-feira, 23, no imóvel onde morava sozinho, no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Segundo a emissora, colegas de trabalho estranharam a ausência do jornalista no início do expediente e, sem conseguir contato por telefone, foram até o apartamento. O repórter foi encontrado caído próximo à cama. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi constatada no local.
De acordo com familiares e amigos, o jornalista tinha histórico de crises convulsivas e, nos últimos meses, fazia tratamento com medicamentos para controlar os episódios. Ele também havia passado por exames para investigar as causas do quadro.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como encontro de cadáver e encaminhado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP). O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por necropsia. A causa da morte só será confirmada após a conclusão dos exames periciais.
Imagens de câmeras de segurança mostram que Caíque chegou sozinho ao prédio na tarde de quarta-feira, 22. Segundo pessoas próximas, ele não apresentava crises convulsivas havia cerca de seis meses.
Natural de Carangola (MG), Caíque Verli era formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e integrava a equipe da Rede Gazeta desde 2017, com passagens pelo portal A Gazeta e pela CBN Vitória. Em nota, a empresa lamentou a morte do jornalista e manifestou solidariedade à família, amigos e colegas de profissão.

