O calendário nacional ainda reserva cinco feriados até o fim de 2026 depois da Independência do Brasil, celebrada nesta segunda-feira, dia 7. As próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra e Natal. A sequência começa em 12 de outubro e termina em 25 de dezembro.
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A primeira oportunidade será em 12 de outubro, segunda-feira, quando será celebrado o dia de Nossa Senhora Aparecida. A data permite um fim de semana prolongado para quem não trabalha aos sábados e domingos. O feriado seguinte ocorrerá em 2 de novembro, também uma segunda-feira, no Dia de Finados.
Em 15 de novembro, a Proclamação da República cairá em um domingo. A data é feriado nacional, mas não acrescentará um dia útil de descanso para quem já não trabalha aos domingos. Na semana seguinte, porém, haverá outra oportunidade: 20 de novembro, sexta-feira, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
Última folga do ano
O último feriado nacional de 2026 será o Natal, em 25 de dezembro, uma sexta-feira. A data fecha uma sequência que concentra quatro feriados em segundas ou sextas-feiras entre outubro e dezembro.
Confira as próximas datas:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal
O que pode virar feriadão
Para trabalhadores que têm folga aos sábados e domingos, 12 de outubro, 2 de novembro, 20 de novembro e 25 de dezembro caem em posições que formam períodos de três dias consecutivos de descanso. Já 15 de novembro ocorre no domingo e não cria um intervalo adicional para esse grupo.
O calendário oficial também prevê pontos facultativos em algumas datas do fim do ano, como 24 de dezembro e 31 de dezembro. Essas datas, porém, não têm o mesmo status dos feriados nacionais e a dispensa depende das regras aplicáveis a cada trabalhador ou órgão.
Feriados e os impactos sobre economia
O Brasil tem 10 feriados nacionais em 2026, sem contar datas estaduais e municipais e pontos facultativos, que podem aumentar o número de dias sem expediente dependendo da cidade e do setor. Neste ano, oito dos feriados nacionais caem em dias úteis, criando períodos prolongados de descanso em boa parte do calendário. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil aponta que a concentração dessas datas pode reduzir horas de produção e afetar principalmente indústria e comércio.
O impacto, porém, não ocorre da mesma forma em toda a economia. Fábricas, construção civil e empresas que dependem de produção contínua enfrentam interrupções, custos de reorganização e, em alguns casos, necessidade de compensação de jornada. Já turismo, hotelaria, bares, restaurantes, transporte e entretenimento costumam registrar aumento da demanda durante feriados prolongados. Por isso, não existe um valor único que represente quanto todos os feriados retiram da economia brasileira.
A discussão sobre reduzir ou reorganizar os feriados também chegou ao Congresso Nacional. O Projeto de Lei 5.646/2023, de autoria do deputado federal Marcos Pollon, propõe mudanças no calendário nacional, incluindo a extinção de pontos facultativos e alterações nas regras para feriados. A proposta tramita na Câmara dos Deputados e foi apensada ao Projeto de Lei 1.335/2019.
A discussão envolve dois argumentos principais. Empresários defendem menos interrupções no calendário para reduzir perdas de produtividade e custos operacionais. Setores ligados ao turismo e ao lazer, por outro lado, apontam que os feriados movimentam viagens, hospedagem, alimentação, transporte e eventos, transferindo parte do consumo para períodos de descanso. O resultado econômico, portanto, depende do setor, da duração da folga e do dia da semana em que a data ocorre.
O calendário de 2026 tornou o debate mais evidente porque várias datas nacionais caem em segunda ou sexta-feira.

