
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho afirmou, nesta terça-feira (16), no contexto da CPI do Crime Organizado no Senado, que 47 deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) estariam recebendo uma espécie de “mesada”, insinuando repasses irregulares dentro do parlamento fluminense. A declaração foi destaque em meio às investigações da comissão, que apura a infiltração de organizações criminosas em instituições públicas.
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A CPI, instalada no Senado com participação de parlamentares como o relator senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já aprovou a convocação do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), sob suspeita de envolvimento em vazamentos que teriam prejudicado operações da Polícia Federal. A comissão também convidou Garotinho a depor, depois que ele passou a apresentar denúncias sobre o chamado “estado de coisas” no Rio de Janeiro.
Nos últimos dias, a CPI ganhou maior atenção em Brasília e no cenário político estadual. A convocação de Bacellar e o convite a Garotinho fazem parte da tentativa de esclarecer mecanismos de atuação do crime organizado e possíveis formas de corrupção que possam comprometer a atuação de agentes públicos. As datas das oitivas ainda estão sendo definidas pelos integrantes da comissão.
A declaração de que dezenas de deputados recebem suposta “mesada” na Alerj intensifica o debate sobre transparência e fiscalização dos recursos públicos e pode trazer novos desdobramentos investigativos a partir dos depoimentos colhidos pela CPI nos próximos dias.