O eletricista Robert Batista Carvalho Cozenço, de 28 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto trabalhava em uma unidade da Cooperativa Regional Agropecuária de Macuco, em Quissamã, no Norte Fluminense. O acidente aconteceu na terça-feira, dia 22. A vítima chegou a ser socorrida e levado para atendimento médico, mas não resistiu.
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Robert trabalhava para a B&M Serviços Especializados, empresa terceirizada que prestava serviços à cooperativa. Após a morte, no entanto, uma sequência de procedimentos adotados no caso passou a levantar questionamentos.
Segundo a apuração, o corpo do trabalhador não foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), não passou por exame médico-legal e não houve perícia policial no local do acidente antes da liberação para o sepultamento.
A Declaração de Óbito foi emitida por um médico da unidade de saúde onde Robert recebeu atendimento.
O velório e o sepultamento foram realizados nesta quarta-feira, dia 23. A vítima era natural de Cordeiro e faria aniversário de 29 anos no mês que vem.
Polícia não havia sido comunicada
O delegado titular 130ª Delegacia de Polícia de Quissamã, Raul Morgado, afirmou não ter sido informado sobre a morte de Robert.
Até o momento não fomos informados sobre essa ocorrência. Determinei uma equipe para apurar esse fato, afirmou.
Questionado pela reportagem, o delegado confirmou que a determinação para apurar o caso foi tomada nesta quarta-feira, após a delegacia tomar conhecimento da ocorrência.
Já IML de Macaé também informou que não havia recebido comunicação policial relacionada à morte do trabalhador.
A partir da apuração determinada pela Polícia Civil, deverão ser esclarecidas tanto as circunstâncias do acidente quanto os procedimentos adotados após a morte.
Cooperativa diz que prestou assistência
Procurada pela reportagem, a Cooperativa Regional Agropecuária de Macuco lamentou a morte e destacou que Robert era funcionário de uma empresa terceirizada.
Em nota, a cooperativa afirmou que “todas as medidas de suporte e assistência necessárias que competiam à contratante foram prestadas de imediato”, enquanto os demais suportes teriam sido prestados pela empresa empregadora.
A cooperativa, porém, não detalhou quais medidas foram adotadas nem esclareceu se houve comunicação do acidente ou da morte à Polícia Civil.
A B&M Serviços Especializados, empresa responsável pela contratação de Robert, também publicou uma manifestação lamentando a morte do funcionário.
A reportagem procurou a empresa para saber em quais circunstâncias ocorreu o choque elétrico, quais procedimentos de segurança estavam sendo adotados durante o serviço e quais providências foram tomadas depois da morte. As respostas serão acrescentadas à matéria assim que forem encaminhadas.

