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Cidadania

Sentrinho chega aos 37 anos como referência de inclusão e acolhimento em Macaé

Criada em 1989, instituição atua na educação e no desenvolvimento de pessoas com deficiência

Foto: Divulgação
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Uma iniciativa que começou há 37 anos dentro de uma casa em Macaé, no Norte Fluminense, se transformou em uma das referências do município quando o assunto é educação inclusiva. A Escola Sentrinho, localizada no bairro Sol y Mar, nasceu em março de 1989 a partir da experiência da professora Rita Manhães, que, diante das necessidades educacionais do próprio filho, decidiu abrir as portas de casa para seis crianças que precisaram de atendimento especializado.

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A proposta desde o início era romper com a ideia de que pessoas com deficiência deveriam ser afastadas dos espaços de aprendizagem e convivência. O objetivo era construir uma escola que respeitasse as diferenças, reconhecesse as potencialidades de cada aluno e garantisse condições para o desenvolvimento e a participação social.

Ao longo de quase quatro décadas, o projeto cresceu e, segundo informações da própria instituição, já ultrapassou a marca de 1,2 mil alunos atendidos. Atualmente, o Sentrinho mantém uma proposta pedagógica inclusiva e adaptada, com um ambiente pensado para estimular o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e motor dos estudantes.

Sentrinho chega aos 37 anos como referência de inclusão e acolhimento em Macaé
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Inclusão para além da sala de aula

A trajetória do Sentrinho também foi marcada pela compreensão de que inclusão não se limita ao ensino formal. Ao longo dos anos, a instituição incorporou atividades culturais e projetos que utilizam a arte como instrumento de desenvolvimento, expressão e convivência. Essa atuação ajudou a consolidar uma característica que acompanha o Sentrinho desde sua criação: a busca por criar oportunidades para que pessoas com deficiência possam desenvolver habilidades, fortalecer a autoestima e ocupar diferentes espaços da sociedade.

A instituição também passou a contribuir diretamente com a política de inclusão da rede municipal. Em 2024, uma parceria com a Prefeitura de Macaé previa a atuação de profissionais de apoio nas escolas municipais, enquanto a própria Escola Sentrinho ficou responsável pela capacitação desses trabalhadores. Em janeiro de 2025, 112 profissionais participaram de uma formação oferecida pela instituição.

Esse movimento amplia o alcance do trabalho: além de atender diretamente pessoas com deficiência, o Sentrinho participa da preparação de profissionais e da construção de uma cultura de inclusão dentro das escolas.

Para a Prefeitura de Macaé, a instituição se tornou parte importante da história da educação inclusiva no município. A própria legislação municipal avançou nos últimos anos com a criação de uma Política Municipal para a Educação Inclusiva, estabelecendo princípios de acesso, permanência, participação e aprendizagem para pessoas com deficiência e outros públicos da educação inclusiva.

Programação comemorativa continua nesta sexta-feira

As atividades de aniversário continuam nesta sexta-feira, 21, com um encontro da equipe do Sentrinho, às 8h, com o tema “A essência da dimensão feminina na história da Escola Sentrinho”. Às 11h, está previsto um almoço coletivo. No sábado, 22, a partir das 14h, será realizada a Feijoada e Samba. A programação musical começa às 16h30, com apresentação de Vicente de Paula. Às 17h, será a vez de Chico Alves, seguido por Toninho Geraes, às 18h.

ATUALIZADO ÀS 14h01  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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