O Brasil já soma 47 casos confirmados de Mpox até esta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, segundo balanço consolidado por secretarias estaduais de Saúde e pelo Ministério da Saúde. As notificações estão distribuÃdas em ao menos cinco estados e no Distrito Federal, com registros em capitais e cidades do interior. O estado de São Paulo concentra a maior parte das infecções neste inÃcio de ano, com 44 confirmações, seguido por ocorrências isoladas já identificadas em Bahia e Rio Grande do Sul, além de notificações no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
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No estado do Rio de Janeiro, pacientes foram diagnosticados após apresentarem sintomas compatÃveis com a doença e histórico recente de exposição, enquanto em outras unidades da federação também registraram infecções neste inÃcio de ano.
No território paulista, os casos estão concentrados principalmente na capital, São Paulo, além de municÃpios da Região Metropolitana, onde as vigilâncias epidemiológicas ampliaram o monitoramento após a confirmação de novos pacientes com histórico de contato próximo. Já na Bahia, a infecção foi confirmada em Salvador, com o paciente sendo acompanhado pelas equipes de saúde locais.
No Sul do paÃs, o primeiro caso de 2026 foi identificado em Porto Alegre, levando a Secretaria Estadual de Saúde a reforçar protocolos de rastreamento de contatos e isolamento. No Distrito Federal, autoridades sanitárias confirmaram casos sob investigação epidemiológica.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde mantém protocolos ativos para identificação precoce e isolamento de casos, além de monitoramento de contatos próximos. As equipes de vigilância epidemiológica seguem orientadas a notificar imediatamente novas suspeitas, enquanto campanhas informativas reforçam a importância do diagnóstico rápido para conter a disseminação do vÃrus no paÃs.
O vÃrus
A mpox é uma infecção viral que costuma provocar febre, dores musculares, cansaço intenso e erupções cutâneas, que evoluem para lesões na pele. As manifestações podem surgir acompanhadas de inchaço dos linfonodos e dor de cabeça. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. Entre as medidas de prevenção recomendadas estão a higienização frequente das mãos, evitar contato próximo com pessoas infectadas e buscar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.
Outra Pandemia
O avanço recente da mpox ocorre em um momento em que autoridades sanitárias mantêm atenção redobrada após experiências anteriores com doenças virais no perÃodo pós-Carnaval. Em 2020, semanas depois das festividades realizadas em diversas cidades do paÃs, houve aumento expressivo nos casos de Covid-19, impulsionado pela intensificação de aglomerações e deslocamentos em massa. À época, o Ministério da Saúde e secretarias estaduais identificaram crescimento nas internações logo após o feriado prolongado, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica em eventos de grande porte, cenário que volta a ser considerado diante de novos registros de infecções virais em 2026.
Sintomas
A mpox é uma infecção viral causada pelo vÃrus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo responsável pela varÃola. Entre os principais sintomas estão:
- lesões na pele que começam no rosto e se espalham pelo corpo, atingindo principalmente as mãos e os pés
- Aumento de linfonodos
- Sensação de fraqueza
- Febre
- Dores de cabeça e no corpo
Como prevenir do Mpox
Importante reforçar a adoção de medidas simples do dia-a-dia eficazes para reduzir o risco de transmissão do vÃrus Mpox:
- Higienizar as mãos com frequência
- Não compartilhar objetos de uso pessoal
- Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado
- Procurar atendimento de saúde ao notar sintomas compatÃveis com a doença
Quem deve se vacinar
A estratégia de vacinação contra mpox segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. A definição dos grupos ocorre com base em avaliação técnica e cientÃfica e conta com a participação dos conselhos estaduais e municipais de Saúde. Desde o inÃcio da estratégia de vacinação, já foram aplicadas 865 doses da vacina no Estado.
- Vacinação pré‑exposição
- Pessoas vivendo com HIV/aids: homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
- Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com OrthopoxvÃrus em ambientes de nÃvel de biossegurança 2 (NB‑2), com idades entre 18 e 49 anos.
- Vacinação pós‑exposição
- Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de médio ou alto risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde, mediante avaliação da vigilância local.

