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Remédio contra 18 tipos de câncer chega ao SUS de graça e com produção nacional

Parceria prevê fabricação nacional de imunoterapia de alto custo e ampliação do acesso a tratamento oncológico avançado na rede pública

  •  Da Redação
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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde vai passar a oferecer um dos medicamentos mais avançados no combate ao câncer, com capacidade de atuação em até 18 tipos da doença. O governo federal firmou parceria para garantir a produção 100% nacional do pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda, ampliando o acesso à imunoterapia no país.

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A iniciativa envolve o Instituto Butantan, que será responsável pela produção do medicamento em território nacional. A medida representa um avanço estratégico na política de saúde pública, ao reduzir a dependência de importações e possibilitar maior escala de distribuição dentro do SUS.

Atualmente, o medicamento já é utilizado na rede pública em casos específicos, como no tratamento de melanoma. Com a nova parceria, a expectativa é ampliar o uso para outros tipos de câncer, incluindo pulmão, rim, bexiga e cabeça e pescoço, entre outros que apresentam indicação clínica para o uso da imunoterapia.

O pembrolizumabe é considerado uma terapia de ponta por atuar diretamente no sistema imunológico do paciente, estimulando o organismo a combater as células cancerígenas. No mercado privado, o custo do tratamento pode chegar a cerca de R$ 27 mil por dose, o que limita o acesso de grande parte da população sem cobertura especializada.

A produção nacional permitirá ampliar o acesso a tratamentos inovadores e reduzir custos para o sistema público, destacou o governo federal ao anunciar a medida, ressaltando o impacto direto na ampliação da assistência oncológica no país.

Etapas para implementação no SUS
O acordo foi formalizado por meio de um Termo de Compromisso assinado no final de março. A próxima fase prevê a assinatura do contrato de transferência de tecnologia entre os parceiros envolvidos, etapa essencial para viabilizar a fabricação local do medicamento.

Após essa fase, o processo avança para a etapa de aquisição pelo SUS, quando o remédio poderá ser distribuído de forma mais ampla na rede pública. A expectativa é que, com a produção nacional consolidada, o país consiga garantir maior autonomia no fornecimento e ampliar significativamente o número de pacientes atendidos.

ATUALIZADO ÀS 15h46  •  Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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