A música da Região dos Lagos e da serra macaense perdeu uma de suas figuras mais marcantes. Morreu nesta quarta-feira, dia 4, aos 74 anos, o músico, compositor e baixista Elysio Castro Filho, considerado uma das principais referências criativas do grupo Raiz do Sana. As causas da morte não foram divulgadas.
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Nascido em 29 de novembro de 1951, Elysio foi um dos responsáveis por construir a identidade musical da banda, atuando como baixista e compositor de diversas canções que marcaram a trajetória do grupo. Ele assinou obras presentes no primeiro álbum da banda, lançado em 2000, entre elas “Peito do Pombo”, “O Toque”, “Catarina”, “Chamego Zen”, “Forró do Jamil” e “O Beijo”. Também é autor da música “OVNI”, do álbum “Cabeça d’Água”, em parceria com o músico Grego.
Além da música, Elysio também se dedicava à poesia e à pintura, sendo reconhecido pelos colegas como um artista multifacetado e uma das referências criativas dentro do Raiz do Sana.

Nos últimos anos, o músico estava afastado dos palcos por questões de saúde, mas continuava contribuindo artisticamente com a banda por meio das composições. Seu último show com o grupo ocorreu em março de 2020, na semana em que foi declarada a pandemia de Covid-19. Na época a banda se apresentaria na cidade de Santo André, em São Paulo. Os músicos ainda tinham outros dois shows marcados na capital paulista e em Campinas, mas as apresentações tiveram que ser canceladas.
Durante o período de isolamento, o Raiz do Sana chegou a realizar algumas transmissões ao vivo pela internet, mas Elysio participou de forma mais reservada. Ele acabou se afastando definitivamente dos palcos quando os shows presenciais voltaram a acontecer.
Nas redes sociais, integrantes e representantes da banda prestaram homenagens ao artista. Em publicação oficial, o Raiz do Sana destacou o legado deixado pelo músico.
Hoje nosso amado Elysio foi encantar em outros mundos, outras dimensões. Ele nos deixa um legado de amor, poesia e beleza. Mestre, estaremos sempre juntos através de sua imortal arte
O empresário do grupo, Raphael Rabello, também ressaltou a dimensão artística do músico.
Elysio foi plural: músico, poeta, pintor e compositor. Sua arte tocou a alma de milhares de pessoas. Seu legado é eterno
O sepultamento de Elysio Castro Filho será realizado às 15h desta quinta-feira, dia 5, no Cemitério São Judas Tadeu, em Iguaba Grande.


