A nova prisão do deputado estadual Rodrigo Bacellar ocorreu na tarde desta sexta-feira, dia 27, em sua casa em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, durante uma operação conduzida por autoridades judiciais e policiais. A ação faz parte de um desdobramento de investigações que apuram supostos crimes relacionados à sua atuação política, incluindo irregularidades administrativas e possíveis práticas de corrupção. Segundo os investigadores, a medida foi autorizada após a coleta de novas provas consideradas robustas.
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Bacellar motivada pela fase mais recente, a terceira, da Operação Unha e Carne. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) – e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.
De acordo com as informações oficiais, Bacellar foi localizado em sua residência e conduzido sem resistência. A prisão é preventiva, o que significa que foi decretada para evitar interferência nas investigações, como destruição de provas ou influência sobre testemunhas. O processo ganhou força nas últimas semanas após delações e análises de documentos que indicariam um esquema mais amplo do que o inicialmente apurado.
A defesa do parlamentar ainda não se manifestou de forma detalhada, mas interlocutores afirmam que ele nega todas as acusações e deve recorrer da decisão judicial. O caso segue em tramitação e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.
Prisão anterior e uso de tornozeleira eletrônica
Esta não é a primeira vez que Bacellar enfrenta problemas com a Justiça. Em um episódio anterior, ele chegou a ser preso no âmbito de outra investigação, também relacionada a suspeitas de irregularidades no exercício do cargo público. Na ocasião, após audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Entre essas medidas, estava o uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de manter contato com outros investigados e restrições de deslocamento. A decisão levou em conta o fato de que, naquele momento, não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva.
Mesmo em liberdade, o caso continuou avançando e contribuiu para o acúmulo de processos e desgaste político do deputado, culminando nos desdobramentos mais recentes.
Cassação e impacto político no mandato
Paralelamente às investigações criminais, Bacellar também foi alvo de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que resultou na cassação de seu mandato. A decisão ocorreu no mesmo processo que atingiu o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, tornando ambos inelegíveis.
Com a perda do mandato, os votos obtidos por Bacellar nas eleições serão recontados pela Justiça Eleitoral. Esse procedimento é necessário para redistribuir as cadeiras conforme o novo cálculo proporcional, o que pode alterar a composição da Assembleia Legislativa do estado.
A expectativa é que a vaga deixada por Bacellar seja ocupada por um deputado da mesma coligação ou partido, conforme determina a legislação eleitoral. O nome que assumirá o posto dependerá diretamente da recontagem oficial dos votos válidos.
Quem é Rodrigo Bacellar
Rodrigo Bacellar construiu sua trajetória política no cenário fluminense, consolidando-se como uma figura de destaque na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, ocupou posições estratégicas e ganhou projeção por sua atuação em articulações políticas e influência dentro do legislativo estadual.
Antes de alcançar cargos de maior visibilidade, Bacellar passou por funções administrativas e políticas que o aproximaram de lideranças regionais. Sua ascensão foi marcada por alianças importantes e pela construção de uma base sólida de apoio político.
Nos últimos anos, no entanto, sua carreira passou a ser fortemente impactada por investigações e decisões judiciais. A combinação de processos, prisão e cassação coloca em xeque sua continuidade na vida pública e amplia a crise política no estado do Rio de Janeiro.

