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Cidadania

MTE expõe infratores por trabalho escravo em cidades fluminenses e capixabas

“Lista Suja” tem casos registrados em São João da Barra, Quissamã, Nova Friburgo, Duas Barras e também em Linhares, Nova Venécia e Governador Lindenberg.

  •  Da Redação
Foto: Ministério do Trabalho/Divulgação
Foto: Ministério do Trabalho/Divulgação

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o Cadastro de Empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”, e os novos dados reforçam que o problema segue presente no Sudeste. Com 169 inclusões recentes, o total chegou a 613 nomes em todo o país, incluindo registros no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A lista completa pode ser acessada por meio de documento oficial disponibilizado pelo órgão. Clique aqui

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O panorama nacional revela um cenário preocupante: 169 novos nomes foram incluídos, elevando o total para 613 empregadores em todo o país. No recorte regional, o estado do Rio de Janeiro contabiliza 17 registros ativos na listagem, enquanto o Espírito Santo apresenta 10 ocorrências formalizadas após a conclusão do direito de defesa em instâncias administrativas.

No estado do Rio

No estado do Rio, são 17 ocorrências ativas no cadastro. Já o Espírito Santo soma 10 registros formalizados após a conclusão dos processos administrativos, nos quais são garantidos o direito de defesa e o contraditório. A divulgação pública da lista é considerada uma das principais ferramentas de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil, ao expor os infratores e restringir o acesso a crédito e contratos.

No território fluminense, os casos se concentram principalmente no interior. Ao todo, 20 trabalhadores foram resgatados em ações de fiscalização. Em São João da Barra, o registro envolve o setor de locações, enquanto em Quissamã a infração ocorreu na zona rural. Na Região Serrana, Nova Friburgo aparece com um caso ligado à indústria frigorífica. Também há ocorrências em São José do Vale do Rio Preto, Duas Barras e Santa Maria Madalena, com atividades relacionadas à agropecuária.

Na capital, a fiscalização identificou cinco infratores pessoas físicas no ambiente doméstico, além de registros em Nova Iguaçu e Valença. Também foram incluídas três empresas na cidade do Rio: uma do setor de montagem de eventos na Barra da Tijuca, uma pastelaria na Praia do Leme e uma congregação religiosa em Campo Grande.

No estado do Espírito Santo

Mesmo com menos registros, o Espírito Santo chama atenção pelo número de vítimas resgatadas: 77 trabalhadores. Os casos se concentram, sobretudo, em áreas rurais de municípios como Governador Lindenberg, Sooretama, Boa Esperança e Rio Bananal. Também há ocorrências no ambiente doméstico em cidades como Linhares e Vila Valério, além de duas empresas do setor da construção civil em Nova Venécia.

A inclusão no cadastro ocorre após processos administrativos concluídos e mantém os nomes listados por, no mínimo, dois anos. Nesse período, os envolvidos podem enfrentar restrições comerciais e danos à reputação.

A política de enfrentamento integra o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, alinhado às metas da Agenda 2030 da ONU e à atuação do Brasil na Aliança 8.7, voltada à promoção do trabalho decente.

Como denunciar
Casos suspeitos podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, pelo sistema Ipê da Inspeção do Trabalho ou diretamente ao Ministério Público do Trabalho e à Polícia Federal. A orientação das autoridades é não confrontar os responsáveis e reunir o máximo de informações possível antes da denúncia. Clique aqui

Após o registro da denúncia, os órgãos competentes avaliam a situação e podem realizar operações de fiscalização e resgate, garantindo proteção às vítimas e a responsabilização dos envolvidos.

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