O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teve autorizado o pagamento de R$ 142.871,84 como indenização por férias não usufruÃdas durante o perÃodo em que esteve à frente do Executivo estadual. A decisão foi publicada no Diário Oficial e oficializa a conversão do benefÃcio em compensação financeira.
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O valor corresponde a um total de 206 dias de férias acumuladas, o equivalente a seis meses e 26 dias sem afastamento formal do cargo. O perÃodo abrange toda a gestão de Castro como governador, entre janeiro de 2019 e março de 2026.
O pedido foi formalizado poucos dias após a renúncia ao cargo, ocorrida em 23 de março de 2026. Três dias depois, em 26 de março, foi aberto um processo administrativo interno para solicitar a indenização, que tramitou sob sigilo dentro da estrutura do governo estadual.
A legislação permite que servidores e autoridades convertam férias não gozadas em pagamento em dinheiro, especialmente quando o exercÃcio da função impede o usufruto do descanso. No caso de cargos de alta responsabilidade, como o de governador, a justificativa costuma estar associada à continuidade das atividades administrativas.
A autorização do pagamento ocorreu após análise técnica dos órgãos competentes e reconhecimento da dÃvida por parte do governo do estado. O valor será pago conforme disponibilidade orçamentária da administração pública estadual.
Antes de deixar o cargo, Cláudio Castro declarou que encerrava seu ciclo no governo em busca de novos projetos, sem detalhar quais seriam seus próximos passos polÃticos. A saÃda ocorreu na véspera de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que analisava sua conduta nas eleições de 2022.
Inelegibilidade e desdobramentos polÃticos
Após a renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu tornar Cláudio Castro inelegÃvel por oito anos, ao concluir que houve abuso de poder polÃtico e econômico durante o pleito. A decisão afastou o ex-governador do cenário eleitoral imediato e ampliou a repercussão do caso, que agora também envolve o pagamento da indenização autorizada pelo governo estadual.

