O estado do Espírito Santo deve receber um volume expressivo de investimentos no setor de petróleo e gás até 2031, segundo dados divulgados no novo Anuário da Indústria do Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Espírito Santo. O levantamento aponta um total de R$ 38,4 bilhões em aportes previstos, com destaque para a atuação da Petrobras e de empresas internacionais, reforçando o protagonismo do estado na cadeia energética brasileira e ampliando seu impacto econômico.
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A Petrobras lidera os investimentos, com cerca de R$ 29 bilhões destinados principalmente à operação do FPSO Maria Quitéria, uma das principais unidades flutuantes de produção em desenvolvimento no litoral capixaba. Além da estatal, empresas como PRIO, com atuação no campo de Wahoo, e BW Energy, no campo de Golfinho, também desempenham papel estratégico na expansão do setor no estado.
Atualmente, a indústria de petróleo e gás já representa aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto do Espírito Santo e reúne mais de 600 empreendimentos ao longo da cadeia produtiva. Esse ecossistema envolve desde exploração e produção até serviços especializados, logística e suporte industrial, consolidando o estado como um polo relevante no cenário nacional.
De acordo com as projeções do anuário, o pico de produção está previsto para ocorrer em 2027, quando o estado deve atingir a marca de 248,4 mil barris de petróleo por dia, além de 6,2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. Esse avanço deve impulsionar ainda mais a arrecadação, geração de empregos e desenvolvimento regional.
O governador do Espírito Santo destacou o impacto direto desses investimentos na economia local. “Esse arranjo produtivo fortalece a cadeia industrial e amplia a competitividade do estado no cenário global”, comentou governador Ricardo Ferraço. A expectativa é que o ciclo de crescimento gere efeitos positivos em diversos setores, incluindo infraestrutura, serviços e comércio.
Desmonte de plataformas ganha força
Outro ponto relevante destacado no levantamento é o avanço do segmento de descomissionamento de plataformas, conhecido como desmonte de estruturas offshore. Atualmente, o estado já conta com 26 projetos aprovados nessa área, com previsão de R$ 4,79 bilhões em investimentos, abrindo uma nova frente de negócios e especialização industrial.
Segundo o presidente da Findes, a experiência internacional serve como referência para o desenvolvimento desse mercado no Espírito Santo.
A estruturação do ciclo final das plataformas representa uma oportunidade concreta e estratégica para a indústria local, comentou presidente da Findes, Paulo Baraona.
A tendência é que esse segmento ganhe ainda mais relevância nos próximos anos, acompanhando a maturação dos campos petrolíferos.
Com esse conjunto de investimentos e projeções, o Espírito Santo se consolida como um dos principais polos emergentes da indústria de petróleo e gás no Brasil, combinando crescimento produtivo, diversificação econômica e novas oportunidades para o setor industrial.


