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Caminhoneiros ameaçam parar estradas em greve contra alta do diesel

Categoria pressiona governo por medidas urgentes diante do aumento dos custos no transporte

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Caminhoneiros voltaram a ameaçar uma greve nacional em meio à alta do preço do diesel, que tem pressionado fortemente os custos da categoria em todo o país. A possibilidade de paralisação começou a ganhar força em grupos de motoristas e lideranças, que cobram medidas do governo federal para conter o avanço dos combustíveis.

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O aumento recente do diesel é apontado como principal motivo da insatisfação. Segundo relatos de representantes da categoria, os reajustes têm sido considerados abusivos, impactando diretamente o valor do frete e reduzindo a margem de lucro dos caminhoneiros autônomos.

Apesar da ameaça, entidades nacionais que representam os caminhoneiros afirmam que não há, até o momento, uma greve nacional oficialmente definida. Ainda assim, uma ala da categoria tem defendido mobilizações e paralisações pontuais como forma de pressionar autoridades por mudanças na política de preços dos combustíveis.

Entre as principais reivindicações estão a revisão da política de preços do diesel, redução de impostos e mudanças em regras que impactam diretamente o transporte de cargas. Lideranças também alertam para o risco de desabastecimento caso nenhuma medida seja adotada.

Os caminhoneiros não aguentam mais. Essa é a única alternativa que nós temos, comentou o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci.

O cenário reacende o alerta para os impactos de uma possível paralisação no país. Em episódios anteriores, como a greve de 2018, o Brasil enfrentou falta de combustíveis, alimentos e insumos, além de prejuízos bilionários à economia, o que aumenta a preocupação diante de uma nova mobilização da categoria.

Ainda não existe uma data oficial para o início do movimento. Mesmo assim, a articulação já envolve caminhoneiros autônomos e também motoristas contratados por transportadoras, o que amplia o potencial de impacto sobre a economia.

Movimentos ainda são incertos e dividem a categoria

Mesmo com o clima de tensão, parte das lideranças considera uma paralisação nacional precipitada neste momento. Representantes destacam que o caminho ainda deve ser o diálogo com o governo, embora reconheçam que manifestações regionais podem ocorrer nos próximos dias, dependendo da evolução dos preços e das negociações.

ATUALIZADO ÀS 07h50  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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