O próximo governador do Rio de Janeiro deve ser escolhido por meio de eleição indireta, caso se confirme a vacância simultânea dos cargos de chefe do Executivo e vice no estado. Diferentemente do modelo tradicional, a decisão não passará pelo voto popular neste momento.
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Pelas regras constitucionais, caberá à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) conduzir o processo. Na prática, os 70 deputados estaduais serão responsáveis por eleger, em votação secreta, o nome que assumirá o comando do estado.
O prazo para a realização da eleição indireta é de até 30 dias após a formalização da vacância dos cargos. Até que a definição ocorra, o governo estadual permanece sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Esse modelo é aplicado quando há a saída simultânea do governador e do vice nos dois últimos anos de mandato. Nessa situação, a Constituição determina que não haja nova eleição direta, e sim uma escolha interna no Legislativo.
No cenário atual, a discussão ganhou força após decisões judiciais que impactaram diretamente a cúpula do governo estadual e também a linha sucessória. Com isso, nomes que poderiam assumir o cargo automaticamente ficam impedidos, o que leva à necessidade de uma eleição indireta.
O candidato escolhido pelos parlamentares assumirá um mandato tampão, válido até o fim de 2026, quando se encerra o atual ciclo de governo. Já as eleições diretas estão mantidas para outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo governador para um novo mandato de quatro anos.
Mesmo com a possibilidade de recursos judiciais por parte dos envolvidos, o processo político de substituição tende a seguir normalmente, já que esse tipo de contestação não costuma suspender automaticamente os efeitos das decisões.

