As férias de julho têm se tornado muito mais do que um perÃodo de descanso para milhares de adolescentes brasileiros. O recesso escolar vem sendo aproveitado por um número crescente de estudantes para realizar intercâmbios de curta duração, modalidade que alia o aprendizado do inglês à vivência de novas culturas sem comprometer o calendário letivo.
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Segundo a Pesquisa Selo Belta 2026, o setor de intercâmbio movimentou quase R$ 7 bilhões no Brasil no último ano e deve registrar crescimento de 16,6% em 2026. O levantamento também aponta que 85,1% dos interessados nunca fizeram um intercâmbio, evidenciando que a maior parte da procura vem de estudantes em busca da primeira experiência internacional. O inglês segue como o idioma mais procurado, escolhido por 67,8% dos participantes, enquanto 49,3% optam por programas com duração de até três meses.
Entre os destinos mais procurados estão Estados Unidos, Reino Unido e Malta. Cidades como Oxford, Cambridge, Brighton, Bournemouth, Los Angeles e Nova York oferecem experiências variadas, que combinam aulas de inglês com atividades culturais e contato com estudantes de diferentes nacionalidades.
De acordo com Denis Buzzi Boehm, Country Manager da EF Intercâmbios, a procura por programas de férias reflete uma mudança no perfil dos jovens.
Hoje, o adolescente não procura apenas aprender inglês; ele quer viver uma experiência internacional completa, conhecer novas culturas, ganhar autonomia e desenvolver competências que farão diferença ao longo da vida. Os programas de férias atendem exatamente essa demanda porque permitem uma imersão no idioma sem interromper os estudos, afirma.
Além do aprimoramento do idioma, os intercâmbios de curta duração contribuem para o desenvolvimento de habilidades como autonomia, comunicação, adaptação, resolução de problemas e convivência multicultural, competências cada vez mais valorizadas tanto na formação acadêmica quanto no mercado de trabalho.
Malta se destaca entre os destinos por reunir escolas de inglês, clima mediterrâneo e praias. Já o Reino Unido atrai estudantes interessados em tradição acadêmica, especialmente nas cidades de Oxford e Cambridge, enquanto Brighton e Bournemouth oferecem uma combinação entre ensino e vida litorânea.
Nos Estados Unidos, cidades como Nova York e Los Angeles proporcionam uma imersão no idioma em grandes centros urbanos. Alguns programas também incluem visitas a universidades renomadas, como Harvard, MIT e Yale, ampliando a experiência com atividades educacionais e culturais.
Entre os estudantes que embarcam neste perÃodo está Pietro Bressan, de 15 anos, que escolheu Oxford como destino.
Além de aprimorar meu inglês, estou animado para conhecer pessoas de diferentes paÃses, trocar experiências e vivenciar uma cultura diferente da minha. Tenho certeza de que essa oportunidade vai me ajudar a voltar mais preparado, mais independente e com uma visão de mundo ainda mais ampla, destaca.
Para a mãe do estudante, Milena Bressan, o intercâmbio representa um investimento na formação do filho.
Sabemos que o intercâmbio vai muito além do aprendizado do inglês. É uma oportunidade para desenvolver autonomia, maturidade e convivência com pessoas de diferentes culturas. Estamos felizes por saber que ele vai aproveitar as férias para crescer e viver uma experiência transformadora, afirma.

