A eleição de Douglas Ruas (PL) para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) durou poucas horas. A Justiça anulou a sessão que o colocou no cargo e impediu que ele assumisse a função — e, consequentemente, o governo interino do estado.
Clique aqui para seguir o canal do NF10 no Telegram
Ruas havia sido eleito na tarde desta quinta-feira, dia 26, em uma sessão extraordinária, mas a decisão foi suspensa ainda no mesmo dia pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A medida foi tomada após questionamentos apresentados por partidos da oposição, que apontaram irregularidades no processo. Entre os principais pontos estão a realização da votação sem o cumprimento de prazos regimentais e a ausência de retotalização dos votos da eleição anterior, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na decisão, a desembargadora Suely Lopes Magalhães determinou a suspensão imediata de todos os atos da sessão que elegeu Ruas, destacando que a escolha do novo presidente da Alerj só pode ocorrer após a recontagem dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
Com a anulação, o comando da Alerj retorna ao presidente interino, e o estado segue sob gestão do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, até que a situação seja definida.
A decisão também impacta diretamente a sucessão no governo estadual. Isso porque o presidente da Alerj está na linha sucessória e poderia assumir o Executivo de forma interina em meio à atual crise polÃtica.
Agora, a expectativa é pela retotalização dos votos e pela convocação de uma nova eleição interna na Alerj, que deverá definir não apenas o comando do Legislativo, mas também influenciar os próximos passos da transição no governo do estado.

