O governador do Rio de Janeiro, em exercício, Ricardo Couto, prepara um conjunto de medidas para promover um “choque de ordem” na administração estadual. Entre as primeiras ações está a publicação de um ato normativo que determina que todas as secretarias e autarquias apresentem, no prazo de 15 dias, um levantamento completo dos contratos em vigor, conforme noticiado pelo blog do jornalista Octavio Guedes, no portal G1, nesta segunda-feira, dia 13.
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A determinação inclui informações detalhadas sobre prazos de validade, serviços prestados e valores envolvidos em cada contrato. A iniciativa busca organizar os dados da máquina pública e ampliar o controle sobre os gastos, em um momento de forte cobrança por mais eficiência administrativa.
Após essa etapa inicial, o governo prevê disponibilizar todas as informações no Portal da Transparência, permitindo acesso público aos dados. A medida é uma tentativa de fortalecer a fiscalização social e atender demandas por maior clareza na gestão dos recursos estaduais.
O movimento também ocorre em meio a críticas relacionadas ao inchaço da estrutura administrativa e à necessidade de revisão de contratos herdados da gestão do ex-governador Cláudio Castro. A atual condução interina busca, além de reorganizar despesas, identificar possíveis irregularidades ou inconsistências em acordos firmados anteriormente.
Estamos iniciando um processo rigoroso de levantamento e análise para garantir que cada contrato esteja devidamente justificado e alinhado ao interesse público, comentou em nota a equipe econômica do governo estadual.
Durante o debate do julgamento sobre eleições no Rio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, ressaltou que o desembargador deve governar com plenos poderes até a decisão final da corte.
Cenário político e julgamento no Supremo
Paralelamente às ações administrativas, o cenário político do estado segue em aberto e depende de decisões do Supremo Tribunal Federal. A Corte analisa questões relacionadas ao processo de sucessão no Executivo estadual, incluindo a definição sobre o modelo de eleição para um eventual governador tampão.
Nos bastidores, o governador em exercício participou de reuniões institucionais com ministros do STF, em agendas que discutem a estabilidade administrativa e a segurança jurídica do estado. O julgamento em curso deve definir se a escolha do próximo chefe do Executivo será por eleição direta, com participação popular, ou indireta, realizada pela Assembleia Legislativa.
A indefinição jurídica impacta diretamente o ambiente político e econômico do estado, já que investidores e gestores aguardam uma solução definitiva para o comando do governo. Enquanto isso, medidas como o pente-fino nos contratos são vistas como tentativa de garantir governabilidade e transparência em meio ao período de transição.

