Em 2025, mais de 4,12 milhões de trabalhadores no Brasil tiveram que se afastar temporariamente de suas funções por motivos de saúde, segundo dados compilados pelo Ministério da Previdência Social. Esse número representa o maior total de licenças laborais por incapacidade temporária desde 2021 e um crescimento de cerca de 15% em comparação com 2024, quando foram registrados pouco mais de 3,58 milhões de casos.
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O levantamento aponta que, pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas — classificadas como dorsalgia (CID M54) — foram a causa que mais afastou trabalhadores, com 237.113 benefÃcios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a segurados formais que ficaram fora do trabalho por mais de 15 dias.
Logo atrás no ranking estão as lesões ou desgastes dos discos intervertebrais, como as hérnias de disco (208.727 casos), e fraturas na perna ou tornozelo (179.743 casos), ambos com números superiores aos registrados no ano anterior.
Os transtornos mentais e comportamentais também figuram entre as principais razões para afastamento. A ansiedade (F41) gerou 166.489 benefÃcios, enquanto episódios depressivos motivaram 126.608 concessões — patamares que mostram crescimento em relação a 2024.
Dados
Ao analisar por gênero, observa-se variação nas causas predominantes. Entre as mulheres, as dores na coluna foram a principal razão de afastamento, com 121.586 casos; já entre os homens, fraturas na perna ou tornozelo lideraram, com 116.235 registros.
Os afastamentos por saúde são formalizados por meio do AuxÃlio por Incapacidade Temporária, benefÃcio concedido pelo INSS ao trabalhador segurado que comprova, em perÃcia médica, estar incapacitado de desempenhar suas atividades laborais habituais por mais de 15 dias consecutivos.
O aumento contÃnuo desses afastamentos revela desafios persistentes no universo ocupacional brasileiro, relacionados tanto a problemas osteomusculares quanto a questões de saúde mental, refletindo um cenário que combina maior demanda por cuidados médicos e o impacto de doenças crônicas e lesões no mercado de trabalho.

